MEDICINA DO ESTILO DE VIDA, o que isso significa?

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MEDICINA DO ESTILO DE VIDA, o que isso significa?

Vivemos uma era de grandes paradoxos, um deles é o fato de que, mesmo com tanta tecnologia, tanta informação e possibilidades terapêuticas não estamos necessariamente mais saudáveis. Avançamos muito nos conhecimentos biomecânicos do funcionamento do nosso corpo e quanto mais avançamos em tecnologia e em estudos científicos aplicados a saúde fica mais fácil perceber o quanto os hábitos de vida saudáveis fazem diferença. Nós somos médicos formados pela alopatia e conhecemos a fundo as doenças, mas justamente por isso vemos o quão importante é a saúde, e o quanto, ao perdê-la, todos pensam em como seria se o tempo pudesse voltar atrás! Temos estatisticamente hoje um grande aumento das doenças mentais e das doenças crônico-degenerativas, dentre as últimas temos também a grande possibilidade de perceber que além de geneticamente moduláveis são também, e principalmente, comportamentais. Pensando nisso surgiu o conceito hoje conhecido como Medicina do Estilo de Vida, ( Lifestyle medicine) O termo Medicina de Estilo de Vida, do inglês “Lifestyle Medicine”, faz referência a uma prática clínica multiprofissional, que visa a promoção e manutenção de hábitos de vida saudáveis e consequente redução das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), principalmente doenças cardiovasculares, diabetes, doença pulmonar crônica e diferentes tipos de câncer. Estima-se que até 80% das doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos, diabetes tipo 2 e mais de um terço dos casos de câncer poderiam ser prevenidos se eliminados os quatro seguintes fatores de risco: uso de tabaco, inatividade física, alimentação não saudável e uso nocivo de álcool. De fato, cerca de 80% das mortes precoces são atribuídas ao tabagismo, alimentação inadequada e sedentarismo. Comportamentos e estilo de vida não saudáveis estão entre os principais fatores de risco para morte precoce ou incapacidade crônica. Globalmente, as DNCTs são causa de 63% de todas as mortes. Em 2030, estima-se que as DNCTs possam representar 52 milhões de mortes anuais em todo o mundo. Considerando os cinco hábitos saudáveis (não fumar, não estar acima do peso, manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e não consumir álcool em excesso), ao se adotar dois destes obtêm-se uma redução de 27% no risco de doenças cardíacas, enquanto que a adoção dos cinco determina uma redução de 87%. Adultos que aos 50 anos de idade apresentam menos de dois fatores de risco, possuem aumento de 10 anos na expectativa média de vida. A mudança de estilo de vida com a adoção de hábitos saudáveis aumenta a expectativa de vida em 6-10 anos, a qualidade de vida ainda é capaz de reprogramar a expressão de genes relacionados ao desenvolvimento das DCNTs, incluindo alguns tipos de câncer, tais como o de próstata e o de mama. Assim, a Medicina de Estilo de Vida, a partir de uma abordagem multiprofissional, empodera os pacientes a adotarem um estilo de vida saudável, promovendo longevidade e maior qualidade de vida, representando a base para a promoção de saúde e bem-estar.

O que seria empoderar o paciente?

Fazemos isso quando conseguimos que o mesmo se sinta responsável por sua saúde, agente transformador, que juntamente com o profissional que o acompanha possa criar uma nova história de mudanças positivas.

Os pilares da Medicina do estilo de vida são:

• Gerenciamento do estresse;
• Sono adequado;
• Alimentação saudável;
• Exercícios físicos e fim do sedentarismo.

Mesmo sendo uma clínica de especialidades temos como compromisso difundir os conceitos que valorizam a saúde e não a doença e que façam com que nossos pacientes sintam que existe uma real responsabilidade por seu processo de transformação. Comece melhor seu ano e pense em como pode, com medidas simples, mudar seu estilo de vida. Busque ajuda de profissionais comprometidos e busque principalmente conhecimento de qualidade para que através da sua consciência possa perceber que sua história de saúde depende mais de você que de seus genes.

Matéria Por

Debora Regina Pena Langoni

Gastroenterologia

CRM/MG 48.039 | RQE 28.094 | Uberlândia

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Patricia Ferreira Silva Cândido

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CRM/MG 47.968 | Uberlândia

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CRM/MG 47.972 | Uberlândia

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CRM/MG 48.594 | Uberlândia

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Cardiologia

CRM/MG 47.965 | Uberlândia

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