Fibrilação Atrial

CARDIOLOGIA

Fibrilação Atrial

A Fibrilação Atrial é um subtipo de arritmia cardíaca muito comum, com incidência de 2,5% da população mundial. É a segunda maior causa de mortes em todo o mundo. Mas para entender essa patologia, é necessário entendermos antes o que é a arritmia cardíaca.

Arritmia cardíaca

Arritmia cardíaca é o nome dado ao conjunto de distúrbios elétricos do coração (Sim! Seu coração é movido à eletricidade!), que podem deixar o coração muito lento (menos de 40 batimentos por minuto bpm, ou muito rápido, geralmente mais de 140bpm).

O que é fibrilação atrial?

A fibrilação atrial é causada pelo surgimento de mais de um ponto nos átrios capaz de disparar batimentos cardíacos. E quando isso acontece simultaneamente, de forma caótica, os músculos dos átrios passam a receber várias ordens de contração ao mesmo tempo, sem tempo de descanso, o que acaba por criar o que chamamos de fibrilação atrial. O fluxo anormal e turbulento do sangue no coração que, associado a outras alterações, propicia a formação de coágulos (ou trombos) no coração. Esses trombos podem se desprender do coração e, na maioria das vezes ir para o cérebro, levando ao AVC, popularmente conhecido como derrame. Embora uma pessoa com fibrilação atrial possa sentir palpitações, dores no peito e falta de ar, a doença pode ser assintomática e passar despercebida se o paciente estiver tomando algum medicamento que mascara os sintomas. É uma doença silenciosa e com poucos sintomas específicos, dentre eles cansaço, falta de ar, dor torácica, tontura e desmaios. A idade é um dos fatores de risco mais importantes, sendo a fibrilação atrial uma arritmia muito comum em idosos. O tabagismo, a carga genética e o consumo de álcool também são fatores de risco.

O diagnóstico da fibrilação atrial é feito facilmente através do eletrocardiograma e o tratamento da fibrilação atrial pode ter três linhas de ação:

• Reverter a fibrilação;
• Não reverter a fibrilação, mas controlar a frequência cardíaca;
• Impedir a formação de coágulos dentro dos átrios.

É importante ficar atento com as alterações da frequência cardíaca e procurar um profissional assim que perceber alguma mudança ou desconforto.

Matéria Por

André de Luca dos Santos

Cardiologia

CRM/SC 11807 RQE 7679 RQE 6844 | Criciúma

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