Doença do Refluxo Gastroesofágico

GASTROENTEROLOGIA

Doença do Refluxo Gastroesofágico

Quando uma pessoa come, a comida passa da garganta para o estômago através do esôfago. Uma vez que a comida está no estômago, um anel de fibras musculares impede que o alimento se mova para trás, em direção ao esôfago. Essas fibras musculares são chamadas de esfíncter esofágico inferior (EEI). Se o esfíncter não fechar bem, tudo o que a pessoa comeu, bebeu e até mesmo o suco gástrico usado na digestão pode vazar de volta para o esôfago. Isso é chamado de refluxo gastroesofágico. Esse refluxo pode causar irritação na parede do esôfago, gerando os sintomas característicos da doença do refluxo gastroesofágico.

O Refluxo Gastroesofágico (RGE) pode ocorrer em qualquer idade, e pode ser adquirido conforme os nossos hábitos, situações em nossa vida cotidiana, genética e outras mais. As principais causas do RGE são: a obesidade, refeições volumosas, alimentos com alto teor de gordura, o hábito de comer e deitar logo em seguida, erros alimentares, etc. Os principais sintomas dessa doença são: azia, dor no peito, dificuldade para engolir, tosse seca, rouquidão, dor de garganta, regurgitação, refluxo de suco gástrico, inchaço na garganta, náusea após refeições e outros.

Uma pessoa diagnosticada com DRGE pode ter a sensação de que o alimento pode ter ficado preso na garganta e pode sentir os sinais da doença aumentar ao se curvar, inclinar para frente, ficar deitado ou comer. Os sintomas também costumam ser piores a noite e podem ser aliviados com antiácidos. Dentre as formas de diagnóstico, estão a endoscopia digestiva alta, que consiste no exame de escolha na avaliação de pacientes com sintomas da DRGE, tendo indicação naqueles com sintomas crônicos, com idade superior a 40 anos e com sintomas de alarme, tais como disfagia (dificuldade de engolir), odinofagia (dor ao engolir), perda de peso, hemorragia digestiva, náusea, vômitos e história familiar de câncer; a manometria esofágica, usada para testar a pressão do esfíncter esofágico inferior (válvula de entrada do estômago) e a possibilidade de tratamento cirúrgico da doença; o pHmetria esofágica prolongada, método específico e sensível para o diagnóstico de refluxo gastroesofágico e sua correlação com sintomas, além de diagnosticar a presença e a intensidade do refluxo, este exame caracteriza o padrão do mesmo; e o impedancio- -pHmetria esofágica, método novo e já disponível na prática clínica que demonstra os movimentos descendentes ou ascendentes do líquido dentro do esôfago.

Avalia se o refluxo é líquido, gasoso ou misto, se é ácido ou não ácido. Como opções de tratamento temos disponíveis uma série de medicamentos e procedimentos que devem ser analisados de acordo com as particularidades do caso. As cirurgias podem ser uma opção para pacientes cujos sintomas não passam com mudanças de estilo de vida.

Matéria Por

Matheus Reis

Cirurgia do Aparelho Digestivo

CRM/SC 18480 - RQE 16109 RQE 14475 | Tubarão

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