GERIATRIA

Estou esquecido, será que é Alzheimer?

Com o envelhecimento da população, as queixas de esquecimento são cada vez mais comuns. No consultório do geriatra diariamente aparecem pacientes queixando-se de dificuldade de memória e com o grande temor: “Será que é Alzheimer? “ Atualmente, somos bombardeados diariamente com muitas informações. A televisão com seus diversos canais com jornalismo e documentários, a internet ao alcance de um clique, além das fontes de informação como jornais e revistas, hoje também disponíveis online.

É muito comum, olharmos as crianças de 4 ou 5 anos, que ao pegar um telefone ou um computador pela primeira vez, instintivamente já conseguem usar sem nenhuma dificuldade, enquanto as pessoas mais velhas, muitas vezes tem que rever e refazer o mesmo ato, até conseguirem se entender com as novas tecnologias. Mas porque isso? Por que uma criança consegue se adaptar muito mais rápido a essas novas informações? Isso acontece porque quando envelhecemos ocorrem algumas alterações na memória, são as ditas alterações da senescência, que são normais com a idade.

Há maior dificuldade em gravar informações novas e em aprender coisas novas, mas a capacidade continua normal. Lembramos com mais facilidade de coisas antigas, da infância ou da adolescência, pois são memórias mais consolidadas em nosso cérebro, porém, quando nos deparamos com uma pessoa que conhecemos recentemente ou um aparelho que nunca utilizamos, passamos por uma grande dificuldade em lembrar o nome ou o funcionamento deste, e estas alterações, esta maior dificuldade em reter novas informações, são normais. Outra queixa muito comum é a pessoa sair de um cômodo, da sala por exemplo, para ir buscar algo na cozinha, chegando neste cômodo, esquece o que foi fazer lá.

Ou ao ir no caixa eletrônico para fazer algum procedimento, esquece-se a senha que foi mudada há pouco. Mas se essa dificuldade de memória é normal, o que não é normal? Algumas coisas nos levam a pensar que o paciente com queixa de memória pode estar com uma demência, como Alzheimer. Esquecer caminhos que costuma fazer diariamente, esquecer nome de pessoas com quem convive muito tempo, não conseguir mais realizar tarefas que fazia com facilidade, como por exemplo, alguém que passa café todo dia, na hora de fazer, esquece como fazer.

Uma pessoa que conseguia fazer tudo sem ajuda, começa a ficar com dificuldades, utilizar roupas que não combinam com o tempo (regata no frio, por exemplo). A pessoa idosa pode ter diversas causas para perda de memória, e muitas delas são reversíveis: falta de alguns tipos de vitaminas, alterações de tireoide e infecções são causas que, se descobertas cedo, são reversíveis. Outros tipos de demência, como Alzheimer, demência frontotemporal, por doença de Parkinson não são reversíveis, mas existem tratamentos que podem ajudar a conviver e ter qualidade de vida com a doença. Por isso, em qualquer sinal de alerta, é importante buscar o Geriatra para uma avaliação e se necessário um tratamento.

Matéria Por

Gabriela Serafim Keller

Geriatria

CRM/SC 16833 | RQE 12562 RQE 13659 | Criciúma

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