HEMATOLOGIA

Avanços no tratamento das doenças do sangue

Novos medicamentos aumentam a qualidade e prolongam a vida dos pacientes.

O tratamento das doenças do sangue e do sistema linfático avançou significativamente nos últimos anos. O desenvolvimento de novas medicações com mecanismos de ação inovadores tem impactado na qualidade e no prolongamento da vida dos pacientes com tipos de câncer, como: Leucemias, Linfomas e Mieloma Múltiplo.

Vivemos um avanço sem precedentes no tratamento do câncer. Até pouco tempo, a quimioterapia e a radioterapia eram os tratamentos mais utilizados. Com um melhor conhecimento da biologia das células cancerígenas, foram desenvolvidas inúmeras drogas-alvo, medicações inteligentes que são capazes de impedir a sequência de eventos que levam à divisão e à multiplicação dos tumores.

Dentre as novas drogas inteligentes já aprovadas no Brasil estão os anticorpos monoclonais, os inibidores tirosino-quinase e os imunomoduladores. Estas drogas minimizam os efeitos colaterais do tratamento e aumentam a chance de cura ou controle da doença. Porém, não são isentas de efeitos colaterais.

A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) foi uma das primeiras doenças tratadas com drogas-alvo. As células doentes na LMC apresentam uma alteração genética específica chamada de Cromossomo Filadélfia. Uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores tirosino-quinase foi desenvolvida para controlar a proliferação anormal destas células. Deste modo, a doença é geralmente bem controlada e o paciente leva uma vida normal tomando apenas comprimidos.

Medicamentos-alvo, anticorpos monoclonais, imunomoduladores, usados de forma combinada ou não, além do Transplante de Medula Óssea, levaram a uma revolução no tratamento do Mieloma Múltiplo, tipo de câncer que se desenvolve nos plasmócitos (células responsáveis pela produção de anticorpos e defesa do organismo) e causa maior predisposição a infecções, lesões ósseas, anemia e insuficiência renal. Esses tratamentos aumentaram significativamente as chances de controle da doença, bem como a sobrevida dos pacientes.

Para os pacientes com Linfoma, a chance de cura e controle da doença aumentou consideravelmente com a utilização de anticorpos monoclonais associados à quimioterapia. Também o desenvolvimento e utilização de drogas-alvo tem aumentado o controle e expectativa de vida desses pacientes.

O Transplante de Medula Óssea é um dos recursos que também pode fazer parte do plano de tratamento dessas doenças. Sua indicação deve ser avaliada pelo hematologista.

Seja qual for a doença, é importante ficar atento a sinais e sintomas como cansaço, falta de ar, fratura espontânea, tontura, palidez, manchas arroxeadas na pele, infecções de repetição e aparecimento de ínguas. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. Encontrar um médico de confiança, que conduzirá o tratamento da forma mais adequada, e acreditar na eficácia do tratamento também são fundamentais para o processo.

A qualidade de vida e as taxas de sobrevida de pacientes com doenças do sangue melhoram a cada dia. Estudos continuam na busca por melhores resultados, o que traz mais esperança para pacientes e familiares.

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Matéria Por

LEILA PESSOA DE MELO

Hematologia

CRM/SP 95885 | RQE 38851 | São José dos Campos

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