Síndrome de Burnout: O grande mal do século XXI!

Síndrome de Burnout: O grande mal do século XXI!

Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, cuja a causa está intimamente relacionada a vida profissional.

Para falar sobre Síndrome de Burnout é necessário primeiro definir o que é estresse. Estress ou stresse pode ser definido como: A soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo superar determinadas exigências do meio ambiente, assim como o desgaste físico e mental causado por esse processo.

O estresse pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a um sentimento de determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças psicossomáticas e psicopatológicas como a Síndrome de Burnout.

Com o mercado competitivo, ter estresse é normal e até nos ajuda a tomar muitas decisões no trabalho. Entretanto, se o estresse é uma constante exagerada que afeta a qualidade de vida, sintomas psicopatológicos começam a se manifestar como um sinal de alerta para as desordens já decorrente de tal estresse.

A Síndrome de Burnout é caracterizada como o ponto máximo do estresse profissional, e pode ser encontrada em qualquer profissão, mas em especial nos trabalhos em que há impacto direto na vida de outras pessoas, por exemplo, com profissionais da saúde em geral, jornalistas, advogados, professores e até mesmo voluntários.

Sintomas

Pessoas com a síndrome apresentam sintomas como fadiga, cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, irritabilidade, alterações de humor e de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite, depressão e perda de iniciativa.

A soma de mal-estares pode levar ao alcoolismo, ao uso de drogas e até mesmo ao suicídio. Muitas vezes, o profissional acredita que a melhor opção seja tirar férias; entretanto, quando volta, descansado, retoma a postura anterior, não modifica seus hábitos e volta a sentir novamente os sintomas. Esta síndrome tem relação direta com infartos e AVC (acidente vascular cerebral).

Diagnóstico e tratamento

Para detectar a síndrome, deve-se fazer um exame minucioso e analisar se os problemas enfrentados estão relacionados ao ambiente de trabalho ou à profissão. O ideal é procurar um especialista no tema e fazer exames psicológicos. É necessário avaliar se é o ambiente profissional que causa o estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que passam a ser o estopim do estresse.

A Síndrome de Burnout progride nos seguintes estágios sintomáticos:

1. Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);

2. Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos, começam a perder o sentido;

3. Aversão a conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;

4. Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;

5. Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;

6. Recolhimento e aversão a reuniões (recusa à socialização; evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc);

7. Despersonalização (momentos de confusão mental onde a pessoa não sente seu corpo como habitualmente. Pode se sentir flutuando ao ir ao trabalho, tem a percepção de que não controla o que diz ou que fala, não se reconhece). Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);

8. Tristeza intensa - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido. Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;

9. Colapso físico e mental.

10. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica se tornam uma urgência.

Existem três focos durante o tratamento psicoterápico: a relação com a profissão, o ambiente de trabalho e o trabalho com foco nos sintomas – por exemplo, a dificuldade de concentração.

Junto à terapia, é aconselhável melhorar a qualidade de vida, prevenir o estresse, garantir boa saúde física, dormir e alimentar-se bem, praticar atividades físicas e manter hobbies e interesse pela vida social.

Ver perfil

Matéria Por

ALINE BELLUZI MARTINS PINA

Psicólogo

CRP/SP | São José do Rio Preto

Deixar Comentário

Outras matérias desse profissional