Bioimpedância: Medição da Composição Corporal

Bioimpedância: Medição da Composição Corporal

A medição da composição corporal constitui um elemento fundamental na avaliação do estado de nutrição e clínico do paciente e cada vez mais vem se popularizando, com isso métodos antes utilizados apenas em clínicas e/ou laboratórios de pesquisas vem ganhando espaço no cotidiano da população em geral, como em academias, clubes, consultórios, em residências, entre outros.

Atualmente é relativamente fácil dosar substâncias que estão em pequenas quantidades em nosso organismo como vitaminas e hormônios, mas ainda é difícil dosar as substâncias e os componentes fundamentais do nosso corpo como a água (intracelular e extracelular), a massa magra e a massa gordurosa de forma correta.

Entre as técnicas mais utilizadas na determinação dos componentes da composição corporal destacam-se as dobras cutâneas e a utilização de índices relacionando a massa corporal à estatura, cada uma com suas vantagens e limitações. Outros métodos bem mais precisos existem, porém são raramente utilizados devido sua realização ser de difícil execução e seu custo ser muito elevado.

A composição corporal medida mais comumente através do IMC (Índice de Massa Corpórea), calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado, possui erro, pois duas pessoas com a mesma altura e mesmo peso e consequentemente o mesmo IMC podem ter composição corporal muito diferentes.

Foi em 1962, através de estudos realizados por Thomasetts que surgiu o exame de bioimpedância. Esse exame dava a composição corporal mais fidedigna que o IMC, e foi a partir da década de 80 que essa técnica começou a ser amplamente empregada. Nos dias de hoje esse exame foi considerado pelo Consenso Latino de Obesidade como um método apurado para a Avaliação Corporal.

Nesse exame ocorre a passagem de corrente elétrica imperceptível ao corpo humano. É a diferença de resistência da corrente na água, músculo e gordura que faz com que o aparelho desenvolva um cálculo da composição corporal.

Com a Bioimpedância é possível obter de forma segura a identificação do risco de saúde associado com níveis excessivamente altos ou baixos da gordura corporal total; a identificação do risco de saúde associado com o acúmulo excessivo de gordura intra-abdominal; a monitorização de possíveis alterações da composição corporal associadas a certas doenças (hipertensão arterial, dislipidemias, diabetes tipo 2, entre outras); o acompanhamento do crescimento, desenvolvimento, maturação e alterações da composição corporal relacionadas à idade; a formulação de recomendações dietéticas e prescrição de exercício e avaliação da efetividade das mesmas.

Portanto a determinação dos componentes da composição corporal possui diversas aplicações que vai desde a promoção da saúde ao treinamento físicodesportivo.

O exame pode ser indicado para qualquer pessoa que deseja saber a sua composição corporal, porém, é contraindicado em gestantes e indivíduos com marca-passo. Em mulheres que estejam no período menstrual o indicado é fazer o exame uma semana depois da menstruação.

Existem vários modelos de bioimpedância, sendo que os mais eficientes são os tetrapolares, ou seja, que tem a conexão de quatro eletrodos nas extremidades do corpo (pés e mãos).

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Matéria Por

Dr. Luiz Gustavo De Quadros

Cirurgia do Aparelho Digestivo

CRM/SP 125.610 RQE 35599 | São José do Rio Preto

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