Ansiedade: Um mal que pode ser controlado

Ansiedade: Um mal que pode ser controlado

Não sofra sozinho, procure ajuda!

Toda nova fase de vida é esperada com muita expectativa pelo ser humano, mas a maioridade tem algo especial. Conquistar maior autonomia e liberdade, habilitar-se para dirigir veículo automotivo é bastante aguardado por um jovem.

No entanto, este período também é cercado de desafios como a escolha profissional, saída da casa dos pais, primeiro emprego e vivenciar o mundo sem a proteção que anteriormente os familiares exerciam. Estes configuram alguns fatores desencadeadores de ansiedade, podendo levar pessoas predispostas geneticamente a desenvolver um transtorno ansioso.

No desenvolvimento humano, a ansiedade e medo são sentimentos comuns e presentes desde muito cedo exercendo uma função protetiva necessária à sobrevivência, entretanto, a ansiedade patológica ocorre quando a emoção passa a ser disfuncional, trazendo prejuízo e sofrimento importante para o indivíduo.

O Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtornos ansiosos do mundo. Cerca 18,6 milhões de brasileiros viviam com essa patologia em 2015, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Diversos são os tipos de transtornos ansiosos, sendo os mais comuns: transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, fobia específica, fobia social e até mesmo transtorno misto ansioso e depressivo.

Os sintomas como preocupação excessiva e antecipatória, inquietação, tensão muscular, dificuldade de concentrar-se, irritabilidade e alterações de sono e apetite estão entre os sintomas mais comuns e podem caracterizar um transtorno de ansiedade generalizada. Algumas manifestações físicas como taquicardia, falta de ar, dores epigástricas, diarreia e cefaleia também podem ser sintomas ansiosos, que diversas vezes serão confundidos e tratados como doenças clínicas atrasando o diagnóstico psiquiátrico e estendendo o sofrimento do paciente. O transtorno de pânico é um bom exemplo disso, pois se caracteriza por ataques de ansiedade de início súbito, no qual sensações físicas estão presentes associadas ao medo de perder o controle ou morrer, e a emergência médica será o local que o paciente buscará seu primeiro atendimento.

Um pouco menos frequente, mas não menos importante e limitante, temos os quadros de fobias específicas (medo de chuva, avião, elevador entre outros) ou a fobia social (medo excessivo de falar, comer, expor-se em público) que provocam sofrimentos e prejuízos funcionais e sociais.

Muitos pacientes que sofrem de ansiedade postergam a busca pelo tratamento adequado e podem agravar seu quadro desenvolvendo sintomas depressivos associados.

O diagnóstico e tratamento devem ser orientados pela avaliação médica psiquiátrica, que na maioria das vezes, contemplará o uso de medicação associado à psicoterapia, prática de exercícios físicos e hábitos saudáveis, buscando a remissão dos sintomas.

Ver perfil

Matéria Por

Dra. Milena Mazetti Spolon

Psiquiatria

CRM/SP 116.421 RQE 28322 | São José do Rio Preto

Deixar Comentário