Ginecomastia, você sabe o que é?

ENDOCRINOLOGIA

Ginecomastia, você sabe o que é?

Ginecomastia é o aumento do tecido mamário no sexo masculino. De acordo com a quantidade de tecido mamário, é classificada como de grau I a IV, e pode acometer uma ou ambas as mamas. A prevalência é variável, mas sabe-se que 50 a 60% dos casos acontecem durante a puberdade, e acarreta geralmente incômodo e constrangimento aos garotos. É importante diferenciar a ginecomastia do aumento de tecido gorduroso na região das mamas, ao qual denominamos lipomastia ou pseudoginecomastia.

Por que acontece?

As mamas possuem receptores androgênicos que inibem seu desenvolvimento e receptores estrogênicos que o estimulam. A quantidade sanguínea de hormônio estrogênio (hormônio “feminino”) deve estar em equilíbrio com a quantidade de hormônios androgênicos (“masculinos”) para que a mama masculina não se desenvolva. Qualquer fator que altere esse equilíbrio pode provocar a ginecomastia. Pode acontecer aumento do hormônio estrogênio, deficiência de andrógenos, ou apenas uma sensibilidade aumentada dos receptores mamários.

Principais causas:

• Ginecomastia Neonatal: devido às altas concentrações de hormônios maternos na placenta, 60 a 90% dos meninos desenvolvem algum grau de ginecomastia ao nascimento, que pode persistir por muitos meses.

• Ginecomastia Puberal: é muito frequente, acomete mais de 50% dos meninos na adolescência. Geralmente, aparece no início da puberdade e regride progressivamente nos anos seguintes.

• Ginecomastia em Idosos: acontece devido à diminuição da função testicular e aumento da produção hormonal nos tecidos.

Causas Patológicas: felizmente são mais raras, mas devem sempre ser descartadas. Podemos citar tumores testiculares, síndrome de Klinefelter, disfunções testiculares, doenças crônicas, como nefropatias, hepatopatias, desnutrição, infecções e uso de medicamentos, como hormônios, antiandrogênicos, algumas drogas psicoativas (diazepam, antidepressivos), omeprazol, alguns antibióticos e antivirais e algumas drogas ilícitas, como a maconha.

O que fazer?

É importante sempre procurar o especialista, que irá comprovar o diagnóstico e iniciar a investigação. Na maioria das vezes, principalmente na ginecomastia neonatal e na puberal, a regressão é espontânea. Mesmo assim, alguns adolescentes podem precisar de suporte psicológico devido ao grande comprometimento emocional envolvido. O tratamento medicamentoso, feito com inibidores dos receptores hormonais das mamas, pode ser bastante eficaz, quando bem indicado. Ginecomastia de grande volume e persistente requer correção cirúrgica, feita preferencialmente após o término da puberdade.

Matéria Por

Renata Staut da Silva Tulio

Endocrinologia Pediátrica

CRM/PR 18609 | RQE: 370 | Ponta Grossa

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