Síndromes Mielodisplásicas

HEMATOLOGIA

Síndromes Mielodisplásicas

As síndromes mielodisplásicas (SMD) ocorrem mais comumente em pacientes acima de 50 anos de idade e envolvem um grupo de desordens hematológicas de origem em medula óssea (MO) podendo levar ao desenvolvimento de leucemia aguda com o passar dos anos. Se apresentam em graus variados de insuficiência em relação à produção de células sanguíneas – o que faz surgir em exame de hemograma as citopenias (número diminuído de células vermelhas, brancas ou plaquetas).

A hematopoese (produção das células sanguíneas) geralmente é ineficaz devido a alterações em proliferação e maturação das células, o que acaba levando a uma destruição das mesmas antes mesmo que alcancem o sangue periférico. Não há uma causa definida e os sintomas são inespecíficos, mais comumente encontrados: fraqueza, cansaço, sono excessivo, falta de ar aos esforços, podendo ocorrer também infecções de repetição ou sangramentos espontâneos. O diagnóstico é difícil e muitas vezes de exclusão, baseado em dados de hemograma, medula óssea e alterações genéticas nas células envolvidas.

Em geral o diagnóstico é confirmado quando estão presentes os seguintes achados: pelo menos uma citopenia periférica (hemácias, leucócitos, plaquetas); presença de atipia nas células da medula óssea; encontro de alteração genética (este último presente somente em 30 a 40% dos casos). Os fatores de gravidade da doença estão associados ao grau de diminuição das células hematológicas avaliadas por hemograma, à quantidade de células muito jovens encontradas em medula óssea e alterações genéticas nessas células.

Após estabelecimento do diagnóstico e da gravidade em que se encontra o melhor tratamento é instituído por escolha do seu hematologista. O tratamento pode variar desde observação periódica com exames (para pacientes com baixo risco de desenvolvimento de leucemia aguda, assintomáticos, sem alterações genéticas ou necessidade de transfusões sanguíneas frequentes) até quimioterapia e Transplante de Medula Óssea (TMO) – escolha em casos de pacientes jovens, com necessidades transfusionais frequentes, sintomáticos e caracterizados como alto risco de desenvolvimento de leucemia aguda em 5 anos pelo hematologista que o acompanha.

Em caso de dúvidas em exame de hemograma, associado ou não a sintomas inespecíficos, a melhor indicação seria procurar um profissional para melhor esclarecimento e investigação do caso.

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Matéria Por

Flávia Prá Pelisson

Clínica Geral

CRM/PR 34392 RQE 22314 RQE 22313 | Paranavaí

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