Cirurgia como prevenção para o desenvolvimento do câncer

ONCOLOGIA

Cirurgia como prevenção para o desenvolvimento do câncer

Desde que características hereditárias que podem predispor ao câncer tem sido ligadas a mutações em genes específicos, várias intervenções cirúrgicas, como estratégia de prevenção, tem sido formuladas para indivíduos eventualmente afetados com essas mutações. Pessoas que possuam alguma história de câncer na família, principalmente em parentes de primeiro grau, devem passar por uma avaliação para identificar certas características em sua história e ao exame físico que possam levar a se pensar em síndromes hereditárias que facilitem o desenvolvimento do câncer.

Uma vez que haja possibilidade da presença destas síndromes, pode-se proceder ao teste genético, individualizado e direcionado de acordo com cada paciente, para a identificação das alterações genéticas suspeitas. Uma vez que as mutações sejam identificadas e confirmadas, em casos selecionados, algumas intervenções cirúrgicas podem ser usadas, de modo a prevenir que o câncer se desenvolva em certos órgãos ou estruturas, dependendo de cada síndrome.

Alguns dos vários exemplos são as síndromes de câncer hereditário de mama e de ovário (geralmente envolvendo os genes BRCA1 e BRCA2), que podem ser prevenidas através da retirada preventiva das mamas e dos ovários respectivamente, e a síndrome da polipose adenomatosa familiar, que pode levar não somente a câncer de cólon antes dos 40 anos (sendo recomendada a retirada preventiva do cólon antes dessa idade), mas pode predispor a cânceres de tireóide, do trato geniturinário e da região hepatobiliar.

A maioria das síndromes predispõe a mais de um tipo de câncer, em locais diferentes do organismo, sendo que varias cirurgias e procedimentos podem ser realizados, variando caso a caso. A consulta com o cirurgião oncológico se faz importante, não somente para identificação e avaliação iniciais dos pacientes com risco eventual de desenvolvimento de câncer e para orientação de testes genéticos específicos, mas também para uma avaliação realista do benefício potencial e assim como das consequências eventuais de um procedimento que venha a tentar diminuir o risco de surgimento da doença ao passar dos anos. A prevenção sempre será a chave para o tratamento mais efetivo e curto para a obtenção da cura do câncer, seja qual for a origem do mesmo.

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Matéria Por

André Luiz M. Pelisson

Cirurgia Geral

CRM/PR 25866 RQE 17780 RQE 17781 | Paranavaí

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