Anorgasmia

TERAPIA

Anorgasmia

O orgasmo é sem dúvida um aspecto agradável do crescimento sexual. A reação orgásmica depende de muitas coisas. É claro que ele depende da excitação sexual, mas sentir a própria sexualidade também pode depender do quanto a mulher se sente à vontade consigo mesma, com suas ideias sobre sexo e com suas ideias sobre homens e mulheres. Assim, crescer sexualmente tem muito a ver com o crescimento pessoal de forma geral. Muito se fala a respeito do orgasmo feminino, se vaginal ou clitoriano, diferenças existentes entre orgasmo masculino e feminino, posições favoráveis ou desfavoráveis para se obtê-lo, além de inúmeras dicas e técnicas para aumentar sua intensidade e duração.

Nesse artigo também trataremos sobre o orgasmo, porém, sob uma ótica diferente, nossa abordagem versa especificamente sobre a dificuldade que as mulheres encontram em chegar ao orgasmo. Anorgasmia ou transtorno orgásmico (como é mais conhecido) é a incapacidade recorrente ou persistente de atingir o orgasmo. É manifestada pela ausência ou retardo do orgasmo após uma fase de excitação sexual adequada em termos de foco, intensidade e duração. Transtornos sexuais afetam homens e mulheres, porém nas mulheres a falta de orgasmo é a disfunção sexual mais comum junto com a falta de desejo.

Nos homens a anorgasmia é condição rara e não deve ser confundida com ejaculação retardada (incompetência ou incapacidade ejaculatória) ou baixa libido (falta de desejo sexual), embora as condições possam coexistir. Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP), em 2017, aponta que metade das mulheres brasileiras, com idade entre 18 e 70 anos, não tem orgasmo nas relações sexuais. De forma análoga outra pesquisa aponta que um terço das mulheres fingem ter orgasmo e apresentam vários motivos que aparentemente justificariam tal ato.

Entretanto vale destacar três motivos que merecem atenção especial por estarem relacionadas ao desenvolvimento inadequado da sexualidade e/ou mascarando outras disfunções sexuais em si própria ou mesmo em seu parceiro. A primeira diz respeito à falta de conhecimento com o próprio corpo. O prazer sexual e o desejo estão intimamente associados ao autoconhecimento, sendo este primordial para o desenvolvimento saudável da saúde sexual e da sexualidade em sua amplitude. A segunda refere-se ao fato de a mulher se preocupar em proporcionar prazer e confiança ao parceiro.

Este gesto aparentemente natural e inocente, pode estar encobrindo uma disfunção sexual em seu parceiro e que deve ser tratada com a maior brevidade possível. O terceiro motivo apresentado para simular o orgasmo é a própria anorgasmia, foco desta matéria. Devemos ter em mente que o crescimento sexual não se resume a uma série de passos ou técnicas visando um objetivo. É um processo que envolve toda a pessoa, com suas atitudes, pensamentos e sentimentos, e com seu corpo. Aprender a ter orgasmo ou aprender a tê-lo com facilidade é apenas parte de um processo de desenvolvimento sexual que dura a vida toda.

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Matéria Por

RICARDO VIEIRA

TERAPEUTA SEXUAL | Macaé

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Matéria Por

LEILA CAMPOS

TERAPEUTA SEXUAL | Macaé

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