REUMATOLOGIA

Reumatismo não acomete apenas pessoas idosas

É muito comum a associação que é feita, por muitas pessoas, de que reumatismo é doença de pessoas mais idosas e que se manifesta apenas através de “dor nas juntas”. Mas não é bem assim. A Reumatologia é a área da medicina que trata as doenças não cirúrgicas que atingem as articulações, ossos, músculos, tendões e ligamentos e também que trata algumas doenças autoimunes - aquelas que ocorrem quando o sistema imunológico ataca e destrói células saudáveis do próprio corpo – como por exemplo, a artrite reumatóide, lúpus, espondilite anquilosante, dentre várias outras enfermidades, as quais podem atingir também outros órgãos, como a pele, o coração, o pulmão e os rins.

As doenças reumatológicas podem atingir pessoas de qualquer idade, desde crianças até pessoas mais idosas. O que geralmente leva as pessoas a procurar um médico reumatologista é o quadro de dor crônica. Na maioria das vezes, estes pacientes recorrem primeiro ao ortopedista ou à um clínico geral, pois a reumatologia ainda é uma especialidade pouco difundida, o que acaba atrasando o contato precoce do paciente com o reumatologista. Dentre as patologias mais frequentes, estão a osteoartrite (artrose), a fibromialgia, osteoporose, artrite reumatóide e lúpus.

Mas as doenças reumatológicas incluem um grupo bem extenso de doenças, chegando a existir centenas delas. As doenças reumatológicas, na maioria das vezes, são de longa duração, podendo causar dor e dificuldade de mobilização por períodos prolongados, o que pode acabar gerando ansiedade e depressão em alguns pacientes. Ninguém gosta de sentir dor e a dor crônica, acaba diminuindo a qualidade de vida destes pacientes, que acabam tendo dificuldades para realizar suas tarefas do dia-a-dia, do trabalho, se divertir com amigos e familiares e também dificuldade ou falta de vontade de ter relações sexuais.

A soma de todos estes fatores gera frustração e ansiedade, que muitas vezes pode evoluir para um quadro depressivo. Por isto, é de fundamental importância que o paciente tenha uma conversa sincera com seu médico e que não tenha medo de fazer questionamentos, tirar suas dúvidas, inclusive dúvidas de natureza mais íntima.

Matéria Por

Dayana de Azevedo Batista Gomes

Médica

CRM/RJ 5292493-8 | Rio das Ostras

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