Novas opções para tratamento de doenças do ânus

COLOPROCTOLOGIA

Novas opções para tratamento de doenças do ânus

Por séculos, doenças como Hemorroidas e Fístulas Anais foram tratadas cirurgicamente com pequenas variações de uma mesma técnica, onde as hemorroidas eram retiradas cirurgicamente e as fístulas eram simplesmente cortadas e ambos os procedimentos eram deixados abertos para cicatrização por segunda intenção, ou seja, feridas abertas que cicatrizam lentamente por períodos que podiam variar de alguns dias ou, em casos extremos, demoravam meses. 

Neste periodo de cicatrização, os pacientes deveriam ser orientados a realizar curativos frequentes e banhos de assento, mais utilização de pomadas cicatrizantes pelo período de cicatrização, impedindo o retorno às atividades normais até que a mesma se completasse. Essa não precisa mais ser a realidade de pacientes que precisam do tratamento dessas doenças.

Nos últimos 15 anos, foram desenvolvidas técnicas cirúrgicas para tratamento específico da doença hemorroidária e de fístulas anorretais que diminuíram significativamente o trauma cirúrgico e o tempo de cicatrização e, praticamente, aboliram a necessidade de ser deixada qualquer tipo de ferida no ânus ou períneo e, especialmente, no tratamento das fístulas.

Hoje, com técnica recente, não há mais o risco de o paciente desenvolver qualquer tipo de incontinência fecal, complicação esta, muito comum após o tratamento convencional de fístulas, onde é realizada a secção completa do trajeto fistuloso. As técnicas citadas são duas para tratamento de doença hemorroidária e uma para tratamento de fístulas anorretais, que pode ser estendido para tratamento de cistos pilonidais.

As técnicas para tratamento de hemorroidas são o Grampeador circular, e a técnica mais recente de Desarterialização Hemorroidária Transanal, onde é identificado cada vaso por técnica de ultrassom doppler e ligado separadamente, onde não é necessário retirada de material algum e o trauma cirúrgico é minimizado.

Essas técnicas são realizadas acima do ânus, no reto inferior e não necessitam nenhum tipo de cuidado especial no pós-operatório, cicatrizando com uma velocidade maior e proporcionando ao paciente uma quantidade significativamente menor de dor e desconforto. Os pacientes, geralmente retornam às suas atividades em períodos que variam de 2 dias a uma semana.

Além dessas técnicas para tratamento de hemorroidas, foi desenvolvida nova técnica para tratamento de fístulas anorretais e cistos pilonidais onde não há mais a necessidades de secção do trajeto ou retirada de grande quantidade de tecido nos casos de cistos pilonidais grandes. A técnica é realizada com uma fibra óptica que emite um laser que cauteriza e sela o trajeto fistuloso, não havendo necessidade de corte e especialmente nas fístulas, não há a necessidade de secção da musculatura anal ou perineal, não havendo, portanto, risco de incontinência por essa razão.

Essas cirurgias beneficiam o paciente por apresentarem menor dor e especialmente por apresentarem menor tempo de cicatrização que se dá em dias, ao contrário de meses nos casos em que é realizada a cirurgia convencional.

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Matéria Por

Marison Jose Koji Uratani

Coloproctologia

CRM/PR: 20688 RQE: 13716 | Londrina

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