A tecnologia X desenvolvimento infantil

PSICOLOGIA

A tecnologia X desenvolvimento infantil

Quando pensamos em estimular nossos pequenos nos faz pensar que a teconologia é o melhor recurso, devido à facilidade e ao conforto proporcionado aos pais quando as crianças estão conectadas. Analisando o desenvolvimento infantil, antes dos dezoito meses a criança não tem maturidade neurológica para transformar o simbólico em algo real, tanto que a Sociedade Brasileira de Pediatria sugere que o uso de tecnologia seja evitado até os dois anos de vida de uma criança e que após essa idade o uso seja de 40 minutos por dia em horários diurnos e não noturnos e sempre em companhia dos pais ou cuidadores.

Entende-se que fatores biológicos e ambientais atuam continuamente e moldam o curso do desenvolvimento da criança e, conforme a criança cresce, mais necessita de experiência compartilhada, ou seja, aprende muito pouco sozinha. Apesar dos poucos estudos no Brasil sobre o impacto do uso da tecnologia, uma pesquisa realizada por 3.000 fonoaudiólogas educacionais apontou que 90% das crianças avaliadas apresentavam falta de contato social e atraso de linguagem, ocasionando problemas de socialização devido ao uso excessivo de tecnologia.

Assim, a brincadeira continua sendo um elemento importante para os seres humanos. Estudos experimentais com modelos animais identificaram que o brincar promove a liberação de fatores de crescimento no cérebro, em especial o brain-derived neurotrophic fator (BDNF), um importante modulador de crescimento neuronal e plasticidade (Gordon et al., 2003), e de outros que auxiliam no combate à ansiedade e depressão (Burgdorf et al., 2010). As brincadeiras podem ser as mais variadas, desde brincadeiras físicas como: correr, pular, subir em árvores, dançar, pega-pega, até as brincadeiras de faz de conta, passando pelos jogos de tabuleiro que auxiliarão no entendimento das regras.

Lembrando que brincar contribui para o desenvolvimento das habilidades de linguagem, habilidades motoras e sensoriais, resolução de problemas, planejamento, habilidades sociais e emocionais. Aproveite as dicas e corra para brincar com seus filhos!

Matéria Por

PATRÍCIA VOLPATO

Psicólogo

CRP 12/03179 | Joinville

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