Mononucleose / Doença do beijo

INFECTOLOGIA

Mononucleose / Doença do beijo

A mononucleose é popularmente conhecida como doença do beijo e é uma infecção viral causada pelo vírus Epstein-Barr. Quem está suscetível a desenvolver a doença? Trata-se de uma síndrome infecciosa, que tem maior prevalência em crianças e em adultos jovens entre 15 a 25 anos, porém qualquer pessoa está suscetível a desenvolver a doença.

Como é a forma de transmissão?

O vírus Epstein-Barr é transmitido de humano para humano através da saliva. Por este motivo ganhou a alcunha de “doença do beijo”. Além do beijo, a mononucleose pode ser transmitida através da tosse, espirro, objetos como copos e talheres ou qualquer outro modo onde haja contato com a saliva de uma pessoa contaminada.

Qual o período de incubação da doença?

Um indivíduo infectado pelo Epstein- -Barr pode manter-se com o vírus na sua orofaringe por até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. É por isso que a maioria das pessoas que desenvolve mononucleose não se recorda de ter tido contato com alguém doente: A própria pessoa que transmite o vírus também nem sequer imagina que ainda possa transmiti-lo.

Quais os sintomas da pessoa que apresenta Mononucleose?

• Muitos casos são assintomáticos;
• Apresentar-se com ;
• Febre (geralmente alta);
• Dor de garganta;
• Mal-estar geral;
• Dor articular inespecífica;
• Aumento dos gânglios do pescoço;
• Aumento do fígado e do baço;
• Vermelhidão na pele.

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através da associação da clínica do paciente com exames de sangue que incluem hemograma com sorologias que irão confirmar ou não o contato prévio com o vírus do Epstein- Barr.

A mononucleose se confunde com alguma doença?

Muitas vezes um quadro de mononucleose pode se parecer com uma amigdalite bacteriana, e apenas um especialista conseguirá ajudar na diferenciação do caso. È fundamental a consulta com um especialista (Infectologista) uma vez que o tratamento das duas doenças é muito diferente. Nos casos de Amigdalite usa-se antibiótico e nos casos de Mononucleose se usar antibiótico o paciente tem uma piora clínica importante.

E qual o tratamento para a Mononucleose?

O tratamento envolve repouso, líquidos e analgésicos e antitérmicos. Não existe indicação de antibiótico, uma vez que trata-se de um vírus como agente causador da doença.

É necessário internação hospitalar?

Em alguns alguns casos, o paciente apresenta um estado geral tão debilitado que precisa de internação para receber hidratação endovenosa e sintomáticos de forma endovenosa. Isso geralmente ocorre de forma curta e breve, não passando mais do que 5 a 7 dias no hospital.

Quanto tempo demora para a recuperação?

O tempo de recuperação varia muito entre os pacientes, a maioria recupera- se em poucas semanas.

Existe alguma forma de prevenção?

1. Não é necessário o isolamento do paciente na fase aguda;
2. Vacinas ainda estão em desenvolvimento;
3. Ideal é evitar contato com saliva de pessoas – evitando compartilhar copos, talheres e beijo;
4. Lembrar sempre de usar álcool em gel e higienizar bem as mãos.

Ver perfil

Matéria Por

Priscila G. Cararo Merlos

Infectologia

CRM/SC 17290 | RQE 12590 | Florianópolis

Deixar Comentário