Linfomas: tem cura?

HEMATOLOGIA

Linfomas: tem cura?

Linfoma é um tipo de câncer do sistema linfático composto por uma complexa rede de vasos linfáticos, linfonodos e outros órgãos como o baço, que juntos são responsáveis pelo transporte de linfócitos (glóbulos brancos), para todas as estruturas do corpo humano. Este conjunto de estruturas é responsável pela defesa imunológica do nosso corpo. O linfoma se desenvolve nos linfonodos que são encontrados em várias partes do corpo, principalmente nas axilas, no pescoço e na virilha. Segundo informações do Inca (Instituto Nacional de Câncer), nos últimos 25 anos o número de casos de linfoma, praticamente dobrou, especialmente entre indivíduos com mais de 60 anos. Na imensa maioria dos casos, a causa do linfoma não é totalmente conhecida e seu início pode ser o resultado de alterações nos genes dos linfócitos que levam à desregulação no mecanismo de divisão ou morte celular. Em alguns casos, o aparecimento deste câncer pode estar relacionado a alguns tipos de infecções virais ou bacterianas, que afetam o sistema imunológico, principalmente a infeção pelo HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Apesar de sua relação com infecções virais e bacterianas, os linfomas não são contagiosos e sua transmissão não ocorre através do contato entre o portador e o indivíduo saudável. Os pacientes, comumente, acabam procurando atendimento médico por perceberem aumento dos gânglios (linfonodomegalia) na região do pescoço, nas axilas ou nas virilhas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divide os linfomas em inúmeros subtipos diferentes e esta classificação serve para padronizar o diagnóstico deste tumor. Os mais comuns são o linfoma de Hodgkin e os linfomas Não Hodgkin e, em cada um destes tumores, podemos encontrar uma quantidade enorme de subtipos, por exemplo Linfoma Não Hodgkin difuso de grande células-B ou Linfoma de Hodgkin esclerose nodular. O médico hematologista é o especialista neste tipo de câncer e será o responsável pelo tratamento e seguimento destes pacientes. Os pacientes comumente, acabam procurando atendimento médico por perceberem aumento dos gânglios (linfonodomegalia) na região do pescoço, nas axilas ou nas virilhas. A presença da linfonodomegalia associada à presença de sintomas, como febre persistente (geralmente abaixo de 38,5ºC), emagrecimento de pelo menos 10% do peso corporal e sudorese profusa indicam ao médico que pode ser tratar de um linfoma. A confirmação ocorre após a realização de biópsia dos gânglios (conhecido por muitos por ínguas) e realização do exame de imuno-histoquímica. O tratamento dos linfomas varia de acordo com a condição clínica de cada paciente e do subtipo histológico da doença (Hodgkin ou Não Hodgkin). As opções terapêuticas disponíveis para tratar os linfomas são poliquimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante autólogo de medula óssea. Os linfomas indolentes (baixo grau) têm caráter crônico e o tratamento, quando necessário, visa controlar doença e aumentar o tempo para nova progressão. Para os casos mais agressivos, pode ser recomendado o transplante de medula óssea, retirada do próprio corpo. Essa modalidade de tratamento vem obtendo resultados interessantes em linfomas avançados e reincidentes. As chances de sucesso dependem de vários fatores, como idade do paciente, outros problemas médicos associados, número de tratamentos quimioterápicos ou radioterápicos previamente recebidos, além da sensibilidade da doença à quimioterapia administrada antes do transplante. Os linfomas são cânceres potencialmente curáveis, mesmo nas fases avançadas. O tipo do linfoma determina se tem maior ou menor chance de cura e o diagnóstico precoce aumenta consideravelmente a chance de curar este tumor. Os linfomas indolentes são pouco agressivos e podem conviver com o paciente por muitos anos, outros requerem tratamento imediato com quimioterapia ou radioterapia.

Recomendações

• Evite a exposição prolongada a produtos químicos, em especial aos produtos agrícolas;

• Pacientes infectados com o vírus HTLV e o vírus HIV correm risco maior de desenvolver linfoma, portanto devem estar mais atentos aos sintomas;

• A incidência de linfoma aumenta com a idade; por isso os idosos, principalmente os de ascendência europeia, devem redobrar a atenção;

• Procure um médico se notar a presença de uma íngua (gânglio) no pescoço, axila, virilha, especialmente se ela não for dolorosa, tiver crescimento rápido, e você não apresentar nenhum outro sinal de infecção.

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Matéria Por

Vitor Hugo P. Ricci

Hematologia

CRM/SC: 16000 RQE: 11684 | Criciúma

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