Quando se preocupar (ou não) com os nódulos na mama / O que é Ecocardiograma

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Quando se preocupar (ou não) com os nódulos na mama / O que é Ecocardiograma

Perceber um caroço nas mamas costuma ser algo preocupante para qualquer mulher e, ainda que cada achado deva ser investigado, são altas as chances de se tratar de uma alteração benigna. Estima-se que estas lesões apareçam em 90% das mulheres em idade reprodutiva, especialmente se tiverem menos de 40 anos de idade (adolescentes e jovens adultas compõem grande parte deste grupo), isso porque o intenso estímulo hormonal favorece o surgimento destas nodulações.

Entre as mais frequentes estão as císticas, sólidas (fibroadenomas) e lipomas (um tumor benigno feito de tecido adiposo e localizado logo abaixo da pele. Pode surgir em diferentes partes do corpo e, por isso, não é considerado um nódulo de mama, mas sim, um nódulo na mama).

Cistos

Muito frequentes, os cistos mamários, em grande parte, são simples e consistem em uma pequena bolha com líquido acumulado. Caso provoquem dor constante e localizada, sem qualquer outra repercussão, podem ser puncionados com uma agulha pelo mastologista. Além do incômodo, outro motivo que justifica sua aspiração e esvaziamento é o crescimento surpreendente entre um exame de acompanhamento e outro, que pode causar desconforto e até mesmo comprometimento estético.

Cistos simples, por si só, sofrem muita ação hormonal, não aumentam os riscos de câncer de mama e não tornam a mulher mais suscetível ao desenvolvimento da doença.

Algumas características observadas nos exames de imagem que sugiram uma fuga do padrão normal dos cistos, como conteúdo espesso ou sólido, sombras acústicas e vegetação no interior podem demandar outras condutas, como o tratamento cirúrgico da lesão, biópsia e protocolo de acompanhamento diferenciado.

Fibroadenomas

Os fibroadenomas são os tumores benignos mais prevalentes. Trata-se de nodulações sólidas e fibrosas, sem potencial de conversão para a malignidade, pois não apresentam proliferação celular. No toque e no exame de imagem, são móveis, lisos, elásticos, redondos e com bordas bem definidas. Podem ter seu tamanho alterado conforme a fase do ciclo menstrual, involuindo na menopausa, pois são muito sensíveis à variação hormonal.

Todo novo fibroadenoma deve seguir um protocolo semestral de acompanhamento via exame de imagem. Se comprovada a estabilização do crescimento do tumor, o acompanhamento passa a ser anual.

Isso acontece porque em raríssimos casos (menos de 2%) podem mimetizar uma neoplasia maligna. Assim como no caso dos cistos, se houver dor, incômodo ou comprometer a estética das mamas, parte-se para uma abordagem cirúrgica.

Câncer de mama

Via de regra, os tumores malignos da mama não são dolorosos. Como a percepção de volume pelo autoexame só acontece quando os nódulos atingem determinado tamanho, a visita anual ao médico mastologista e o rastreamento via mamografia, especialmente se a mulher já passou dos 40 anos, são imprescindíveis.

Na palpação, os tumores malignos costumam ser fixos e bem aderidos ao tecido mamário, de maior dureza, contornos mal definidos e formato irregular, bem ao contrário dos cistos e fibroadenomas. “Em casos avançados da doença, além da nodulação, entre outros sinais pode haver secreção pelos mamilos, assimetria dos seios e retração ou abaulamento de parte da mama. O fator hereditário é responsável por somente 10% dos casos de câncer de mama. Os outros 90% dizem respeito ao surgimento espontâneo da doença. O risco é aumentado para mulheres com idades acima dos 40 anos, obesas (a gordura faz aumentar a produção do hormônio estrogênio, que estimula a multiplicação celular), que não amamentaram, tiveram menarca precoce, gravidez ou menopausa tardia ou foram muito expostas à radiação.

Exames

Seja qual for o tipo de lesão, todas elas são investigadas através da ecografia mamária, mamografia ou a combinação dos dois. São exames de imagem que revelam as características que diferem um nódulo do outro e fornecem ao médico as informações necessárias para determinar qual conduta seguir.

Estima-se que estas lesões apareçam em 90% das mulheres em idade reprodutiva, especialmente se tiverem menos de 40 anos de idade (adolescentes e jovens adultas compõem grande parte deste grupo), isso porque o intenso estímulo hormonal favorece o surgimento destas nodulações.

Matéria Por

Flávia Regina Fonseca Armstrong Tostes

Ginecologia e Obstetrícia

CRM/RR 1616 RQE 119 RQE 120 | Boa Vista

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