Quando se deve procurar o otorrinolaringologista para investigar perda auditiva?

OTORRINOLARINGOLOGIA

Quando se deve procurar o otorrinolaringologista para investigar perda auditiva?

É comum familiares e amigos serem os primeiros a perceberem a perda auditiva.

Sempre que a pessoa perceber dificuldades para entender a fala, seja ao telefone, em conversas, na igreja, ou mesmo em uma situação simples, como assistir televisão com som mais alto que os demais. É comum familiares e amigos serem os primeiros a perceberem a perda auditiva. No caso das crianças, pais ou professores ao perceberem algum atraso no desenvolvimento da fala ou dificuldades escolares também devem procurar avaliação especializada. Alguns dos exames realizados pelo fonoaudiólogo são: audiometria e impedanciometria. Em recém-nascidos, são realizados o teste da orelhinha e o PEATE (BERA). Esses exames são realizados em consultório.

Uma vez confirmada a perda auditiva, o que deve ser feito?

Inicialmente, deve ser afastado o diagnóstico de doenças mais graves no sistema auditivo ou cérebro. Quando a perda auditiva causar prejuízo na qualidade de vida e, em crianças, atrapalhar o desenvolvimento da linguagem ou o aprendizado escolar, deve ser iniciado um planejamento de reabilitação em conjunto com a equipe de fonoaudiologia. Quais são as opções de tratamentos? Para casos de otite serosa, a drenagem da secreção e colocação de pequenos tubos de ventilação nos tímpanos são suficientes. Para os demais casos de perda auditiva, pode ser oferecida a adaptação de aparelhos auditivos. No caso da otoesclerose, uma doença genética que causa perda auditiva condutiva, pode ser oferecida a cirurgia de estapedotomia, que substitui o menor dos ossículos auditivos por uma prótese. Nos casos de perda auditiva profunda unilateral, aparelhos auditivos “cross”, que enviam a informação auditiva do lado afetado para o ouvido contralateral ou mesmo a realização de cirurgia dos implantes de condução óssea são possibilidades. Esses dispositivos implantáveis também podem ser utilizados em pessoas submetidas às cirurgias de “ouvido crônico” (mastoidectomia), que tenham sequela auditiva uni ou bilateral e que não consigam se adaptar aos aparelhos auditivos por motivo de infecção recorrente.

E nos casos de perda auditiva profunda em ambas as orelhas, nos quais os aparelhos auditivos ou as próteses de condução óssea não dão resultados, o que fazer?

Nesses casos, o paciente deve passar por uma avaliação minuciosa para avaliar a possibilidade de se realizar a cirurgia de implante coclear, popularmente conhecida como “ouvido biônico”. Nessa técnica, o som é recebido por um processador externo e transformado em atividade elétrica pelo componente implantado cirurgicamente, o qual estimulará o nervo auditivo e permitirá ao cérebro ter a sensação sonora. Em todos os casos mencionados acima, além do seguimento com o otorrinolaringologista, é imperativo um acompanhamento fonoaudiológico pré e pós-operatório, visando o diagnóstico correto, o teste das tecnologias auditivas disponíveis e a reabilitação por meio de fonoterapia, especialmente nos casos de implante coclear.

 

Matéria Por

Mauro L. Schmitz Ferreira

Médico

CRM/RR: 559 | Boa Vista

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