Mastectomia profilática

Mastectomia profilática

Antes de tomar qualquer decisão, é preciso realizar uma consulta de aconselhamento genético, para avaliar se realmente há critérios para pensar em câncer hereditário e se há necessidade de realizar o teste genético.

Após o anúncio da cirurgia para retirada das mamas realizada pela atriz Angelina Jolie em 2013 a procura por essa cirurgia no Brasil e no mundo aumentou muito. A atriz realizou o procedimento após ter sido diagnosticada com uma mutação no gene BRCA1 que confere um alto risco para câncer de mama e ovário. A procura pela realização do teste genético também aumentou e vem se tornando cada vez mais disponível em nosso meio.

A cirurgia de mastectomia bilateral para redução do risco de desenvolver câncer de mama consiste na retirada de grande parte da glândula mamária. Na maioria dos casos não é necessário retirar nem a pele, nem o mamilo e pode ser realizada reconstrução mamária no mesmo procedimento. Como é necessário manter uma fina camada de tecido mamário atrás da pele para manter a sua vascularização, a redução do risco com a cirurgia não é de 100%. As mulheres que se submetem ao procedimento ainda têm um risco de 5 a 10% de desenvolver a doença ao longo da vida e devem manter acompanhamento médico especializado.

As mulheres que mais se beneficiam do procedimento são aquelas que apresentam mutações genéticas que aumentam muito o risco de ter câncer de mama, como no gene BRCA 1 e no gene BRCA 2 por exemplo. Essas mulheres costumam ter história familiar muito importante para a doença: parente de primeiro grau com câncer de mama, principalmente antes da menopausa, parente de primeiro grau com câncer de ovário, caso de câncer de mama em homem na família, entre outros.

A idade ideal para a realização desta cirurgia é bastante discutível. Sabe-se que há maior risco de desenvolver o câncer de mama após os 35 ou 40 anos, porém, em alguns casos, o câncer pode se desenvolver em idade mais precoce.

Antes de tomar qualquer decisão, é preciso realizar uma consulta de aconselhamento genético, para avaliar se realmente há critérios para pensar em câncer hereditário e se há necessidade de realizar o teste genético. É importante lembrar que apenas 5 a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, ou seja, essas mutações são extremamente raras na população.

Outras situações que não envolvem mutações genéticas conhecidas devem ser discutidas cuidadosamente com o mastologista, pois sabemos que a cirurgia envolve alguns riscos, como todo procedimento médico. Portanto, a relação risco/benefício de ser realizada a retirada das mamas deve ser muito bem esclarecida.

É essencial a participação da paciente na tomada de decisão cirúrgica, para que se minimize o impacto psicológico referente à expectativa de redução de risco de câncer e de resultado estético satisfatório. Toda paciente deve informar- se e discutir as opções com sua família e seu médico, individualmente, pois há outras alternativas para a prevenção do câncer de mama em pacientes de alto risco. Algumas destas medidas incluem o rastreamento rigoroso precoce com ressonância magnética associada à mamografia, retirada preventiva dos ovários e uso de medicamentos que reduzem o risco da doença.

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