Volta às aulas e Diabetes Mellitus TIPO 1

ENDOCRINOLOGISTA

Volta às aulas e Diabetes Mellitus TIPO 1

A volta às aulas é sempre motivo de ansiedade para crianças, adolescentes e seus pais

Agora, a ansiedade dobra se o aluno tiver Diabetes tipo 1, que é uma alteração nas células produtoras de insulina, levando à ausência deste hormônio tão importante na regulação do açúcar.

Nesta fase, é muito importante escolher uma escola acolhedora, em que possa existir uma abertura da direção e professores à orientação sobre o Diabetes e também fácil contato com a equipe cuidadora da criança, já que o período que a criança permanece na escola é de pelo menos 5 horas.

O cuidado deve ser contínuo, já que a alimentação, ingestão de água e atividade física podem alterar a glicemia, ocasionando mudanças rápidas que requerem atitudes imediatas.

O aluno deve ter disponibilidade a beber água e ir ao banheiro quantas vezes for necessário, horários corretos e suficientes para alimentação, além de lugar adequado para medir sua glicose (açúcar) e aplicar insulina se necessário.

A equipe da escola necessita reconhecer os sintomas e sinais de hipoglicemia e hiperglicemia, a saber:

Hipoglicemia: queda de açúcar no sangue: pode ocorrer por falta de alimentação adequada, atividade física ou excesso na dose de insulina. O aluno pode apresentar suores, visão embaçada, tremores, confusão mental, fome, fraqueza, irritabilidade. Se possível, medir a glicemia e fornecer açúcar (uma colher de sopa) com água e avaliação da melhora do quadro.

Hiperglicemia: aumento de açúcar no sangue: pode ocorrer por excesso alimentar, falta de insulina, infecções ou estresse. Os sintomas são sede excessiva, urinar muito, irritabilidade, dores abdominais. Deve-se oferecer muita água e, se necessário, aplicar insulina, contatando os responsáveis.

As aulas de educação física deverão ser estimuladas, já que o exercício físico é ferramenta importante no controle do Diabetes. No entanto, deverá haver o cuidado de medir a glicemia antes, pois não é aconselhável a atividade se estiver menor que 70mg/dL ou maior que 300mg/dL.

A criança deverá ser estimulada a ter autonomia sobre seu tratamento e para isso precisa contar com uma equipe multidisciplinar que a ensine. Para isso, contamos com a ADJ-Birigui, associação que dá suporte ao tratamento e facilita essa adaptação à escola.

 

 

Ver perfil

Matéria Por

Regina Cintra Querino da Silva

Endocrinologia e Metabologia

CRM/SP 90652 - RQE 62240 | Birigui

Deixar Comentário