Prática de esportes e o Controle do Diabetes

EDUCAÇÃO FÍSICA

Prática de esportes e o Controle do Diabetes

Existem dois tipos principais de diabetes, o Diabetes tipo 1, também chamado de DM1, e o Diabetes tipo 2 (DM2). O DM1 é caracterizado pela ausência de produção de insulina pelo pâncreas. Estes casos podem ocorrer em todas as idades, porém acometem mais frequentemente jovens. Seu tratamento implica obrigatoriamente em uso de insulina. Já o DM2, responde por 95% dos casos da doença e acomete principalmente adultos com mais de 40 anos. Seu tratamento pode implicar no uso de insulina ou não.

Sua incidência vem crescendo em todo mundo, em função de diversos fatores, como o envelhecimento populacional e, especialmente, o estilo de vida atual, em que o sedentarismo é grande e a alimentação é, comumente, inadequada. Esse cenário caracteriza-se principalmente nos países ocidentais, como o Brasil e os Estados Unidos, onde as estatísticas mostram que, devido a essa alimentação inadequada e à falta de prática esportiva, a obesidade segue crescendo dia após dia.

Como sabemos, a atividade física é de extrema importância para todos os indivíduos, podemos caracterizar como um dos quatro pilares fundamentais para o bom controle glicêmico e da prevenção de futuras complicações diabéticas. Apesar de já serem notórios os benefícios que os exercícios físicos proporcionam a quem tem Diabetes Mellitus, infelizmente a prática esportiva ainda não é tão popular entre as pessoas que têm a doença Atividade física, consiste em qualquer movimento corporal produzido por ação muscular que faz com que aumente o gasto energético, além disso, o bom condicionamento físico reduz o risco de morte por doença cardiovascular, melhora a ação da insulina no organismo, ajuda no controle do peso e do colesterol, diminui os sintomas depressivos e aumenta a qualidade de vida.

Todos esses benefícios são proporcionais à intensidade do exercício ou à capacidade aeróbica do indivíduo. Já o sedentarismo, por sua vez, é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular, assim como para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes. Os exercícios devem sempre ser planejados por um profissional de educação física e praticados com a autorização médica, engana- se quem pensa que as pessoas que têm diabetes só podem praticar exercícios de baixo impacto. Se forem devidamente orientadas e acompanhadas, elas podem até mesmo praticar atividades físicas de alto rendimento e apresentar alta competitividade.

Atletas profissionais como Adam Morrison, jogador de basquete da NBA, Steven Redgrave, canoísta pentacampeão olímpico, e Gary Hall Junior, nadador, também com várias medalhas olímpicas, são apenas alguns exemplos disso. Mas, é preciso reiterar que, apesar de ser extremamente importante e necessária, a prática esportiva por pessoas com diabetes requer cuidados específicos. Especialmente em pacientes com DM1, ou ainda naqueles com DM2 em uso de insulina, a prática de esportes pode ocasionar hipoglicemia, que é a queda excessiva da glicose no sangue.

Assim, o acompanhamento médico da prática esportiva, de forma a realizar o controle metabólico adequado do paciente, é essencial para a obtenção de resultados positivos com a prática de exercícios. Nesse sentido, vale ressaltar o importante papel que também tem a automonitorização glicêmica, permitindo que a própria pessoa seja o primeiro gestor da manutenção de sua saúde. Pensando nessa conscientização, foi criada pela Associação de Diabetes Juvenil de Birigui, no ano de 2012, a primeira corrida contra o Diabetes e no dia 25 de novembro de 2018 será realizada a 7ª edição da corrida, que vem crescendo a cada ano. Com a ajuda dos colaboradores, patrocinadores, voluntários e principalmente de todos os participantes do evento.

Matéria Por

PAULO ROBERTO RODRIGUES

Profissional de Educação Física

CREF4 | 058104-G/SP | Birigui

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