Terapia do Esquema: Uma inovação na Psicologia Clínica para o tratamento de transtornos emocionais.

PSICOLOGIA

Terapia do Esquema: Uma inovação na Psicologia Clínica para o tratamento de transtornos emocionais.

Imagine uma pessoa que, no trabalho apresenta baixo rendimento, tem medo de tomar iniciativas ou decisões, minimiza suas habilidades, exagera seus erros e se sente um fracassado quando se compara com as pessoas de seu mesmo nível. Essas dificuldades podem ser causadas devido aos “Esquemas Iniciais Desadaptativos” (EIDs). Os EIDs consistem em padrões emocionais e cognitivos autoderrotistas, desenvolvidos durante a infância e adolescência, através da relação com pessoas significativas em nossa vida, como os pais, avós, professores, irmãos e amigos. Tornam-se disfuncionais em grau significante e nos impedem de alcançarmos autorrealização em determinadas áreas da vida.

Para lidar com essas dificuldades, o psicólogo americano Jeffrey Young desenvolveu na década de 90 a “Terapia do Esquema”. Uma abordagem da Psicologia Clínica, inovadora, que expande as possibilidades de tratamento para uma variedade de problemas psicológicos e de padrões de comportamentos desadaptativos. Integra elementos de grandes Escolas da Psicologia como Terapia Cognitivo-Comportamental, Gestalt Terapia, Teoria do Apego, Construtivismo e Psicanálise. Seu objetivo é enfraquecer ao máximo os esquemas disfuncionais e reforçar o lado sadio da pessoa, combatendo assim suas dificuldades emocionais e comportamentais. O método atua na reestruturação dos EIDs a partir de uma rigorosa avaliação do paciente.

Durante o processo terapêutico é feito o exame minucioso dos construtos de experiências precoces e avaliação de como esses temas vitais emocionais e “verdades” rígidas, isto é, os Esquemas Iniciais Desadaptativos, estão arraigados na memória e são ativados diante de condições familiares ao longo de todo o ciclo vital. A Terapia do Esquema possibilita ao paciente compreender quais e como as experiências negativas vividas na infância e adolescência (1) afetam a autoimagem, (2) desencadeiam comportamentos desadaptativos, como procrastinação e compulsões, (3) promovem padrões de funcionamento e de relacionamentos que trazem sofrimento e (4) percebe como se dá a manutenção dos círculos viciosos autoderrotistas em sua vida.

Pode ser utilizada para tratar os transtornos de personalidade, dificuldades de relacionamento interpessoal em diversos âmbitos da vida como trabalho, social ou conjugal. Há ainda a aplicação para prevenção de esquemas disfuncionais e psicopatologias, no caso de adultos que não apresentam problemas emocionais graves. Em casos de crianças, a família realiza a terapia para tratar dificuldades emocionais que podem prejudicar o desenvolvimento pessoal no futuro. Quanto mais cedo buscar auxílio, melhor é. Dificuldades e traumas precoces quando não tratados, podem resultar em prejuízos significativos à carreira profissional e à vida pessoal, desencadeando problemas ainda maiores, como transtornos de ansiedade, depressão, obesidade, dependência química, dentre outros.

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Matéria Por

FABRÍCIA VIEIRA SANTOS NAVES

Psicólogo

CRP 04/35148 | Uberlândia

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