Nos tornamos exatamente iguais às pessoas que excluímos!

PSICOLOGIA

Nos tornamos exatamente iguais às pessoas que excluímos!

“HOJE EU ADMIRO O MEU PAI!” Assim um homem de cinquenta anos, em um relato emocionado, conta a repercussão da Constelação Familiar, que conheceu há apenas três anos, em sua vida. Ele tinha como inconcebível a ideia de harmonizar-se com o pai. Antes, quando falava dele enfurecia-se e relatava a série de comportamentos “errados” do pai, principalmente envolvendo traições à sua mãe. E em paralelo a isso, ele trazia uma série de fracassos na vida como dois divórcios, muitas traições nos dois primeiros casamentos, o atual casamento conflituoso, filhos com sofrimentos emocionais, grandes oscilações financeiras, etc.

Dando prosseguimento, ele conta que após algumas Constelações, nas quais ele trabalhou esses fracassos, tomou consciência da desordem em relação ao pai e a mãe, pois quando criança, ao testemunhar as traições do pai, tomou as dores da mãe e com isto excluiu o pai e os fracassos vieram como consequência desta exclusão. “Quando excluímos alguém de nosso coração, tornamo-nos exatamente iguais à pessoa excluída” (Bert Hellinger). Esta citação fala da Lei do Pertencimento na qual o sistema atua de maneira a garantir que aquele que um dia pertenceu, continue pertencendo. Caso movimentos de exclusão aconteçam, o sistema atuará para trazer esse membro de volta através dos emaranhamentos.

Isto significa que alguém retomará e reviverá inconscientemente o destino do ancestral excluído. Para conseguir uma boa solução para os emaranhamentos familiares, a Constelação Familiar possibilita o uso de técnicas terapêuticas para tornar consciente a história do excluído, assim ele é incluído novamente e honrado. As principais exclusões observadas nas Constelações são abortos, natimortos, estupros, assassinatos, segredos, traições, enfim, situações de sofrimentos emocionais para os familiares. As consequências das exclusões nos sistemas familiares podem ser observadas em sintomas como doenças físicas e emocionais, fracassos financeiros, dificuldades profissionais, déficit de aprendizagem, conflitos familiares e judiciais, dependência química, dentre outros.

A Constelação Familiar será indicada se a origem destes problemas for relacionada a emaranhamentos sistêmicos. E através da inclusão, ao colocar em ordem a Lei do Pertencimento, a pessoa estará mais livre para atuar em sua vida com autonomia. A Lei do Pertencimento, portanto constitui parte da base teórica da Constelação Familiar, assim como as Leis do Equilíbrio e da Hierarquia. A Constelação Familiar é uma abordagem sistêmica-fenomenológica que trata uma questão pessoal através de representações das relações familiares, utilizando intervenções simples e pontuais. Ela é executada individualmente ou em grupo. Na modalidade individual participam apenas o facilitador e o cliente. Na de grupo há a participação do facilitador, do cliente e de representantes que atuam para representar a família da pessoa. O que impressiona muito na Constelação Familiar são os resultados, ou seja, diagnóstico e solução são obtidos com muita agilidade.

Ver perfil

Matéria Por

INÊS ROSANGELA DA SILVA

Psicólogo

CRP 04/39189 | Uberlândia

Deixar Comentário