A influência de alterações cardíacas na função auditiva periférica e central em adultos

FONOAUDIOLOGIA

A influência de alterações cardíacas na função auditiva periférica e central em adultos

OBJETIVO: Os autores fornecem uma revisão comparativa de pesquisas que foram conduzidas nos últimos 60 anos sobre a influência da saúde cardiovascular na função dos sistemas auditivo periférico e central e os achados sobre a influência de melhorias na saúde cardiovascular nesses mesmos sistemas.

MÉTODO: Pesquisas abrangendo as últimas 6 décadas na área de audiologia, confirmaram os efeitos de problemas cardiovascular e nos sistemas auditivo periférico e central. Uma revisão de problemas auditivos associados com pessoas portadoras de problemas cardiovasculares. Entre os estudos foi verificada uma potencial forma de reabilitação auditiva para adultos e mesmo idosos que apresentam alterações cardíacas ao longo da vida. A revisão apresentada neste artigo não representa todos os estudos realizados na área de audição, mas fornece uma análise aprofundada desta fascinante área de pesquisa.

CONCLUSÕES: A influência negativa da saúde cardiovascular prejudicada no sistema auditivo periférico e central de adultos e a influência positiva potencial da melhoria da saúde cardiovascular nesses mesmos sistemas foram encontradas através de indivíduos com mesma faixa etária, mesmo porte físico e também com os mesmos hábitos. Estas pesquisas foram conduzidas ao longo de mais de 6 décadas. A relação positiva mais significativa entre a melhoria da saúde cardiovascular e melhorias nesses sistemas auditivos foram encontradas entre os adultos mais velhos. Se essa relação continua a ser confirmada, então um novo caminho em potencial poder ser utilizado para a reabilitação auditiva em favor de adultos que possuem função auditiva prejudicada.

Os autores concluíram ainda que a pessoa que apresenta a referência, “ouço, mas não entendo”, associada a problema cardíaco, deve procurar o médico otorrinolaringologista, realizar exames de audiometria e ser submetido ao processo de seleção para adaptação de aparelho auditivo, associado a isto realizar atividades físicas, cuidar da alimentação e isso com certeza, deverá minimizar os efeitos degenerativos na habilidade de reconhecimento dos sons da fala, consequentemente uma melhor qualidade de vida destas pessoas.

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Matéria Por

KATIA M. M. SILVEIRA

Fonoaudiologia

CRFA 2-6766 | Uberlândia

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