Varizes nos Pés

CIRURGIA VASCULAR

Varizes nos Pés

As varizes nos pés são queixa frequente no consultório médico de um cirurgião vascular, principalmente devido ao desconforto estético, edema (inchaço), dor e inclusive sangramentos abundantes que ocorrem espontaneamente ou em virtude de pequenos traumas. Nossos pés e tornozelos são regiões ricamente vascularizadas do nosso corpo, onde se encontra uma extensa rede venosa de drenagem. Coincidentemente nossos tornozelos e pés são os locais dos nossos membros inferiores submetidos a maior pressão quando ficamos em pé. Por isso, infelizmente, é local extremamente comum dos desconfortáveis vasinhos, que podem ser pequenos e dispersos, agrupados e numerosos, até varizes mais calibrosas.

Quais são os tipos:

Telangiectasias: veias com diâmetro menor que 1mm. São as aranhas vasculares, teias de aranha ou simplesmente os vasinhos.

Corona flebectásica: numerosas pequenas veias dispostas em forma de leque, geralmente na face interna dos tornozelos e pés. Podem ser as manchas avermelhadas, ou quando mais volumosas em formato de cacho de uva. Estas podem ser um sinal precoce de doença venosa avançada.

Veias reticulares: diâmetro entre 1 – 3mm. São as veias azuladas ou esverdeadas abaixo da pele.

Veias varicosas: com 3mm ou mais de diâmetro. Geralmente são as veias tortuosas e dilatadas.

Por que elas ocorrem?

As varizes nos pés funcionam exatamente da mesma forma das demais regiões do membro inferior. A fragilidade das válvulas venosas geram o refluxo venoso, que com o decorrer do tempo leva a deformidade na parede do vaso. Justamente por ser o local que mais sofre com altas pressões quando estamos em pé, nosso sistema venoso nessa região tem suas paredes lesadas e deformadas com maior intensidade e frequência, gerando o aparecimento dos indesejados vasinhos e em alguns casos, varizes. Eventualmente o surgimento dos vasos pode ocorrer também após história de trauma, como por exemplo fraturas ou entorses.

Estética ou doença?

O surgimento de vasinhos e varizes nos pés pode sim ser um sinal de uma doença venosa mais complexa. Por isso, muito mais que uma questão de estética, se faz necessária uma avaliação completa de todo o sistema circulatório pelo cirurgião vascular ou angiologista. Muitas vezes a indesejada desordem estética está relacionada a um refluxo das veias safenas, trombose venosa profunda, insuficiência de veias perfurantes e inclusive malformações vasculares. Desta forma, se faz de fundamental importância a investigação e diagnóstico adequados para tratar corretamente a origem do problema e obtermos o desejado resultado estético. Além disso, por se tratar em alguns casos de uma doença circulatória, o tratamento também serve como prevenção de possíveis futuras complicações, dentre elas manchas permanentes, surgimento de úlceras, trombose, entre outros.

E quais são as opções de tratamento?

Felizmente temos várias opções disponíveis para cada caso. Primeiro, como já falado acima, vale ressaltar que é de fundamental importância buscar a causa da desordem estética e tratá-la. Para as telangiectasias (vasinhos) dispomos de um leque de opções de tratamentos, muitas vezes combinados. Nos vasos mais fininhos e dispersos podemos utilizar o laser transdérmico e escleroterapia líquida, quando indicado, as técnicas são associadas para otimizar o tratamento, com menor número de sessões e melhores resultados. Para os vasos que são mais numerosos e agrupados, podemos lançar mão da microespuma, tratando desta forma as veias reticulares nutridoras dos vasinhos. No caso das veias mais calibrosas e dilatadas, basicamente temos duas opções: escleroterapia com espuma ou a cirurgia. Quanto a cirurgia, existem duas técnicas a serem consideradas, a convencional onde são realizadas micro punções para a extração das veias e a técnica mais atual com a utilização do endolaser para cauterizar a veia, sem a necessidade de cortes ou pontos. No caso da espuma o procedimento é realizado no consultório, com aplicação de uma medicação, o polidocanol, em concentração e volume específicos escolhidos pelo médico, onde se faz uma reação química na parede do vaso com sua posterior oclusão e absorção pelo organismo. Cada paciente é único e tem suas particularidades. Dessa maneira, o tratamento de cada caso é individualizado, planejado de acordo com diagnóstico, necessidades e expectativas de cada um. Procure um profissional de confiança e com a qualificação necessária para ter pés bonitos e saudáveis.

 

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Matéria Por

Mariana Desconci

Cirurgia Geral

CRM/SC 19187 e RQE 15933 RQE 12712 | Criciúma

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Matéria Por

Daniel Lupselo

Cirurgia Vascular

CRM/SC 16823 e RQE 13634 | RQE 14626 | Criciúma

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