Mamografia e Câncer de Mama

MASTOLOGIA

Mamografia e Câncer de Mama

O câncer de mama é doença de elevada mortalidade no Brasil e no mundo. A evolução na terapêutica com técnicas cirúrgicas mais conservadoras, esquemas de radioterapia e tratamentos sistêmicos, quando indicados, culminaram com diminuição de mortalidade e melhora significativa na qualidade de vida das pacientes. Porém, o diagnóstico e tratamento precoces continuam sendo ferramentas fundamentais para o aumento nas taxas de sobrevida, possibilitando cura e redução das taxas de mortalidade pela doença. Dentre os exames de rastreio e diagnóstico por imagem destaca-se a mamografia, exame radiológico que delimita as estruturas anatômicas, sua composição, densidade e detecta alterações como nódulos, microcalcificações, assimetrias mamárias, dentre outras lesões. É realizada através do mamógrafo, que comprime as mamas visando melhora da imagem para detectar tais achados. Há duas possibilidades de obtenção dessas imagens radiológicas: através da mamografia analógica (onde o registro da imagem é no próprio filme) e a mamografia digital (onde o registro da imagem é feito no filme e em armazenamento digital), com qualidade de imagem consideravelmente superior. Recentemente, esta última modalidade pode ser adquirida no formato 3D, permitindo estudo mais acurado e detalhado da mama. Tradicionalmente, a mamografia é considerada método padrão para o rastreio e detecção do câncer de mama, pois obteve-se redução efetiva na mortalidade. A detecção de alterações no rastreamento é precoce evidenciando-se lesões antes dos primeiros sinais clínicos da doença.

• Mamografia de rastreio: detecção precoce do câncer de mama, indicada para pacientes acima dos 40 anos;

• Mamografia diagnóstica: realizada em pacientes sintomáticas, para avaliação de alteração clínica já existente.

Tomossíntese digital (mamografia 3d):

São imagens fatiadas para melhor visualização e na detecção do câncer mama e representa evolução da mamografia digital. Enquanto a mamografia produz imagem em modo bidimensional (2D), onde o parênquima mamário é comprimido com o objetivo de se detectar alterações, causando sobreposição das imagens o que pode dificultar a visualização de lesões (falso-negativo) ou ainda produzir imagens suspeitas (falso-positivo).

Vantagens:

• Aumento da detecção do câncer de mama de
25% a 30%;
• Equipamento extremamente confortável, com
bandejas côncavas, com melhor ajuste da mama
e menor desconforto a compressão;
• Possibilidade da própria paciente fazer a compressão mamária;
• Não há necessidade de reconvocação de pacientes em caso de distorção, assimetria e áreas mais densas equivocadas nas mamas;
• Mesma dose de radiação mamografia convencional 2D.

Realizado com diferentes projeções na mama estática, produz dados que formam imagens mais definidas, reconstituídas em computador. Estudos mais recentes apontam melhora importante no desempenho da mamografia, porém ainda está por ser mais difundido em protocolos pelo mundo.

Rastreamento na população geral:

Mamografia
• anual com início aos 40 anos.
• 70 anos: quando boas condições clínicas e expectativa de vida maior de 7-10 anos.

Mamografia digital
• mamas densas, associada a ultrassonografia das mamas

População alto risco:
• 35 anos de idade ou 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente de primeiro grau afetado (não antes dos 30 anos);
• Diagnóstico prévio de câncer de mama - Mamografia + ressonância magnética anual.

 

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Matéria Por

Marcos Antonio Gonçalves Preza

Ginecologia e Obstetrícia

CRM/SP 148777 - TEGO 0202/2016 | Cuiabá

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