Alergia ao leite de vaca

PEDIATRIA

Alergia ao leite de vaca

A alergia alimentar é um tema importante em pediatria, pois pode se associar com impacto negativo na sobrevida e na qualidade de vida da criança, se não for tratada adequadamente. Os alérgenos alimentares mais comuns são o leite de vaca, a soja, a clara do ovo, o trigo, o amendoim, as nozes, os peixes e os frutos do mar. Se um dos pais ou irmão tiver doença atópica, o risco de desenvolvimento em recém-nascidos (RN) e lactentes aumenta. Nos últimos 10 a 15 anos, houve um aumento das doenças como rinite, asma, dermatite atópica, urticária, angioedema, anafilaxia e alergia alimentar.

A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum da infância, com incidência no primeiro ano de vida. As manifestações clínicas da APLV são caracterizadas pela presença de náuseas, vômitos intratáveis, hipotonia, palidez, apatia e diarreia com muco e sangue. Em geral, os sintomas iniciam-se 1 a 3 horas após a ingestão da proteína, podendo haver desidratação, entre outros sintomas. E outras formas clínicas acometem especialmente RN e lactentes nos primeiros 3 meses de vida, em uso de leite materno exclusivo.

E não se trata de alergia ao leite materno, mas de alergia às proteínas alimentares ingeridas pela mãe nutriz e presentes no leite materno. Apresentando enterorragia (sangue nas fezes), o sangramento, na maioria das vezes, é pequeno, sendo apenas a presença de rajas de sangue nas fezes ou diarreia com muco e sangue. O lactente pode apresentar cólica, irritabilidade e choro excessivo. Quanto ao tratamento na criança amamentada, pelos vários benefícios do leite materno, não se deve desmamá-la, mas sim orientar a dieta de restrição para a mãe nutriz.

Esses pacientes são habitualmente alérgicos apenas ao leite de vaca e apresentam boa evolução, com resolução dos sintomas após a retirada desse alimento da dieta da mãe nutriz. Podendo ser necessárias outras restrições como soja, ovo e/ou outros alimentos. Nos pacientes em uso de fórmulas à base de leite de vaca ou soja, recomenda-se a mudança dessas fórmulas. Nos casos mais graves ou naqueles refratários ao uso dos hidrolisados, está indicada a fórmula de aminoácidos (FAA). Em geral, a resolução dos sintomas em alguns meses. O tratamento da APLV baseia-se na exclusão das proteínas do leite de vaca da dieta, e manter as necessidades nutricionais do paciente.

As crianças com reações imediatas e graves devem, inicialmente, permanecer com a dieta de eliminação por até 12 a 18 meses. Se o diagnóstico da APLV for confirmado em crianças de até 12 meses de vida, o lactente deve ser mantido com a dieta de eliminação, por pelo menos 6 meses ou até 9 a 12 meses de vida. Para liberação da PLV na dieta, deve-se realizar o desafio oral, orientado pelo médico. A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum da infância, com incidência no primeiro ano de vida.

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Matéria Por

Ariane Vieira Callegari

Pediatria

CRM/MT 8981 | RQE 4247 | Lucas do Rio Verde

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