ODONTOLOGIA

Levantamento de seio maxilar com alternativa a reabilitação dentária

Nas últimas décadas, a reabilitação oral com implantes dentários tem recebido cada vez mais atenção dos cirurgiões-dentistas e a aceitação do paciente, oferecendo dessa forma uma alternativa para prótese convencional. As limitações ósseas em altura e espessura levaram os profissionais a desenvolverem técnicas e materiais para compensar tais a instalações dos implantes dentários. A região maxilar posterior edêntula ou seja sem dentes apresenta condições únicas e desafiadoras em Implantodontia, comparada com outras regiões dos maxilares. O osso disponível é perdido após exodontia, envolvendo a região do rebordo residual. A densidade óssea nessa região também diminui rapidamente e, em média, é a menos densa dentre todas as regiões da boca. O seio maxilar é cercado por seis paredes ósseas, que contêm muitas estruturas significativas durante a cirurgia. O conhecimento dessas estruturas é crucial para a avaliação pré-operatória e as complicações trans e pós-cirúrgicas. O revestimento mucoso do seio maxilar (também conhecido como membrana sinusal ou membrana de Schneiderian) consiste de uma camada de tecido conjuntivo recoberta por um epitélio respiratório ciliado. Existem três situações em relação a altura do remanescente ósseo a serem avaliadas para tomar a decisão em qual técnica ser utilizada e se realizar o levantamento de seio ao mesmo, tempo e instalação dos implantes. A primeira quando o paciente apresenta o osso alveolar remanescente da maxila posterior entre 1 a 4 mm. Neste caso deve-se realizar o levantamento de seio traumático, esperar a cicatrização do enxerto para podermos instalar o implante. Outra situação quando há uma quantidade óssea entre 5 e 7mm¹, e pode-se realizar o levantamento de seio traumático da maxila e instalar o implante no mesmo tempo cirúrgico. E a ultima situação existe quando a altura do remanescente ósseo é igual ou maior que 8 mm, possibilitando a utilização de osteótomos para o levantamento de seio maxilar atraumático permitindo a instalação do implante no mesmo tempo cirúrgico. Em síntese, a técnica é o descolamento da membrana de Schneiderian das paredes ósseas do seio maxilar para inserir substitutos ósseos, podendo ser eles de origem autógenos, homógenos, heterógenos ou de materiais sintéticos. O ósseos autógenos para seio maxilares são considerados padrão ouro por promoverem a osseocondução, a osseoindução e é o único material que tem propriedades osseogênicas, no entanto as dificuldades como a morbidade, necessidade de mais sítios cirúrgicos e o aparecimento de novos substitutivos ósseos vem fazendo que ele seja substituído. Os biomateriais vem demonstrando compatibilidade, apresentando ósseocondutividade e/ou indução cicatricial, garantindo homeostasia tecidual, antigenicidade e constituam arcabouço do esqueleto tecidual e ser substituído por osso neoformado. Um material de enxertia assume o papel de substituto do tecido ósseo quando ele cumpre os critérios de biocompatibilidade, se possuir uma ótima resposta ao estresse biomecânico e uma grande capacidade para substituir as funções de síntese e/ou regeneração da estrutura óssea, essencial para a manutenção de um.

Volume e vitalidade óssea adequada.

O uso de coágulo sanguíneo e biomateriais como material de preenchimento na loja criada após elevação da membrana sinusal e instalação imediata de implantes dentários, possibilita a neoformação óssea e osteointegração simultaneamente. A taxa de sucesso dos enxertos e implantes segundo pesquisas foi de 98,3% e 97,2%, respectivamente, não havendo significância estatística no sucesso entre os diferentes substitutos ósseos. Com relação ao remanescente ósseo houve maior sucesso tanto para enxertos (99,08%) quanto para implantes (97,92%) quando realizados em altura óssea ≥ 4 mm. Pode-se concluir que o levantamento de seio maxilar com enxerto ósseo para colocação de implantes é uma técnica de sucesso, pois possui baixa morbidade, reabilita estética e funcionalmente o paciente, e as complicações resultam apenas em debilitação temporária.

Ver perfil

Matéria Por

Marco Aurélio Barbosa

Bucomaxilofacial

CRO/MT 1846 | Sinop

Deixar Comentário

Outras MATÉRIAS