Quando devo procurar um psicanalista? Qual o motivo de se fazer análise?

PSICANÁLISE

Quando devo procurar um psicanalista? Qual o motivo de se fazer análise?

“[A psicanálise] Ocupa-se de coisas simples, que são também imensamente complexas. Ocupa- -se do amor e do ódio, do desejo e da lei, dos sofrimentos e do prazer, de nossos atos de fala, nossos sonhos e nossas fantasias. A psicanálise ocupa-se de coisas simples e complexas, mas eternamente atuais.” Juan-David Nasio (trecho do livro O prazer de ler Freud). Quando falamos em clínica psicanalítica, logo descartamos a ideia de medicalizações e outros recursos que dão suporte externo ao tratamento a ser realizado. Mas se não existe manuseio medicamentoso, por que fazer análise? Existem inúmeras questões que surgem quando o assunto é psicanalítico, entre elas podemos destacar:

Quem pode fazer análise? Quando devo procurar um psicanalista? Para que fazer análise? Responder essas questões requer uma singularidade do indivíduo, porque, ao se deparar com a clínica, as realidades existentes muitas vezes são simplesmente esquecidas ou ignoradas por inúmeros motivos. Algumas pessoas enfrentam determinadas situações em que a cegueira psíquica leva-as a procurar diversos tipos de recursos de cura antes de se decidirem pelo tratamento com um profissional psicanalista. Quando essa procura pela análise finalmente acontece, tais pessoas chegam ao profissional sem nenhuma perspectiva de mudança, visto que o desespero se torna latente. Mas é preciso ir além do senso comum que acredita que a psicanálise é indicada apenas para casos extremos.

Dentro da pluralidade de motivos que levam as pessoas em busca de um psicanalista - muitas vezes, entendidos como a “luz do fim do túnel” - podemos destacar que a análise pode e deve existir como instrumento de apoio aos diversos assuntos que as pessoas lidam diariamente e que ela pode ser acessada por todos. É muito comum ouvir que é necessário algum tipo de patologia para a busca de um psicanalista, mas existem situações comuns que não são patologias e que incomodam e muito. Por exemplo, alguns medos que não são em grandes proporções, suas causas são conscientemente desconhecidas, mas eles evitam que certas atitudes sejam tomadas.

Outro exemplo é um término de relacionamento que aparentemente foi tranquilo, mas uma das duas pessoas não consegue se relacionar afetivamente com outra, mesmo depois de um certo tempo ter se passado. A perda de uma pessoa muito querida gera uma dor que, muitas vezes, atrapalha o contato com a família, com os amigos, prejudica o trabalho e que não é apenas deixando de lado que essa situação vai deixar de existir. Esses são apenas alguns casos que exemplificam que fazer análise, ir em busca de um psicanalista, faz-se necessário em muitos momentos. É preciso enfrentar paradigmas impostos pela sociedade e barreiras criadas pelo próprio indivíduo para o amadurecimento na busca das causas de desconforto, de uma forma que se alcance o equilíbrio de sua própria existência.

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Matéria Por

RHAYSA PINA OLIVEIRA

Psicanálise

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