Diarreia Aguda Viral

PEDIATRIA

Diarreia Aguda Viral

Diarreia aguda é a eliminação anormal de fezes amolecidas ou líquidas com uma freqüência igual ou maior a três vezes por dia e duração de até 14 dias. Entretanto, bebês em aleitamento materno exclusivo, podem apresentar esse padrão de evacuação sem que seja considerado diarreia aguda. A diarreia aguda pode ter causas infecciosas e não infecciosas, sendo as causas infecciosas mundialmente de maior prevalência. No mundo inteiro, os vírus são os principais causadores, sendo o rotavírus o principal responsável por episódios de diarréia aguda.

Fisiopatologia

Existem quatro mecanismos fisiopatológicos de diarréia aguda, sendo que a diarréia osmótico predomina nos quadros virais. O rotavírus causa lesões focais, com lesão de células vilositárias, que concentram principalmente a enzima lactase. Com a destruição desses enterócitos e reposição por celular imaturas, há diminuição da atividade enzimática, reduzindo a absorção dos carboidratos, com ênfase na lactose. Os açucares não absorvidos, aumentam a pressão osmótico na luz intestinal, o que determina a maior passagem de água e eletrólitos para o espaço intraluminal para manter o equilíbrio osmótico.

Manifestação Clínica

Diarreia aguda de origem viral é autolimitada.

• Diarreia: Eliminação de fezes líquidas e volumosas, amareladas, podendo ter caráter explosivo e com grande perda hidroeletrolítica;

• Vômitos: São frequentes e precoces. Em 90% dos casos precedendo a diarréia e podendo causar desidratação;

• Febre: Geralmente alta, ocorrendo em 50% dos casos.

Diagnóstico

Eminentemente clínico - exame físico e história clínica (sinais e sintomas) A solicitação de exames laboratoriais não é necessária rotineiramente, reservada para casos graves de evolução atípica ou arrastada, presença de sangue nas fezes, imunodeprimidos e menores de 4 meses de vida.

Tratamento e prevenção

1. Terapia de reidratação oral (TRO):

• Criança sem desidratação pode ser tratada em casa com o Soro de Reidratação Oral (SRO);

• Criança com desidratação leve/moderada, inicia-se com SRO com supervisão médica;

• Se não tolerância SRO, vômitos persistentes ou desidratação grave, realizar internação e hidratação endovenosa.

2. Zinco;

3. Racedrofilina;

4. Probióticos;

5. Prevenção - vacina vorh 2 e 4 meses de vida.

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Matéria Por

Isabela Gomes e Silva Ávila

Pediatria

CRM/GO 17994 | RQE 11398 | Rio Verde

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