Depressão, quando buscar ajuda?

PSIQUIATRIA

Depressão, quando buscar ajuda?

A depressão é hoje considerada o mal do Século e a doença mais incapacitante do mundo. Ela é também a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano. Segundo as últimas estimativas da OMS, 322 milhões de pessoas vivem com depressão, o que representa 4,4 % da população mundial. No caso do Brasil, 5,8 % da população nacional é afetada pela doença, tornando-se a maior taxa da América latina. Afeta pessoas de qualquer idade e a falta de apoio, juntamente com o medo e o preconceito, impedem muitas pessoas de acessarem os tratamentos e viverem vidas saudáveis e produtivas. Apesar dos tratamentos serem eficazes, mais da metade das pessoas acometidas no mundo não recebem ajuda médica.

O ideal é procurar ajuda especializada logo no início dos sintomas, para ser diagnosticada precocemente e tratada da forma correta, diminuindo, assim, os riscos de agravamento e os prejuízos causados pela depressão. As causas da depressão envolvem vários fatores psicológicos, ambientais e biológicos, sendo caracterizada por alterações no cérebro que provocam desequilíbrio no funcionamento dos neurotransmissores, como a serotonina, noradrenalina e dopamina. Estar triste é diferente de estar com depressão. A tristeza é um sentimento normal que qualquer pessoa pode sentir, sendo um estado desconfortável gerado por situações específicas, como a perda de um ente querido, desemprego ou términos de relacionamentos, não impedindo uma reação de alegria se um estímulo agradável surgir e sem necessidade de tratamento.

Já a depressão é uma doença que afeta o humor, gerando uma tristeza constante e perda de interesse nas atividades que, normalmente, eram prazerosas e/ou sensação de fadiga persistente e energia diminuída que ultrapassa 2 semanas. Além disso, a doença causa prejuízos na convivência familiar, social e no trabalho. Podemos observar também outros sintomas comuns, como: a perda de confiança ou autoestima, sentimentos de culpa excessiva ou autorreprovação, problemas de insônia ou sonolência excessiva, pensamentos recorrentes de morte, diminuição da concentração ou memória, diminuição ou aumento do apetite, disfunções sexuais, irritação ou ansiedade excessivas.

O diagnóstico deve ser realizado por um médico, de preferência psiquiatra, que avaliará o histórico pessoal e familiar e realizará o exame do estado mental. Podem ser indicados exames complementares para um diagnóstico diferencial de outras doenças. A depressão será classificada de acordo com a intensidade e presença de sintomas, em leve, moderada ou grave. A depressão possui tratamento e as medicações mais utilizadas são os antidepressivos que, ao contrário do que as alguns temem, não causam dependência, nem sedam ou entorpecem o paciente. Outras medidas podem ajudar no tratamento, como: a Psicoterapia, Atividade Física e Religiosidade.

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Matéria Por

Dayane Capristo Pereira

Médica

CRM/MT 5731 | Primavera do Leste

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