Como cuidar do coração do bebê?

MEDICINA FETAL

Como cuidar do coração do bebê?

Geralmente, associamos complicações cardíacas a maus hábitos, como alimentação inadequada e sedentarismo. Porém, há doenças surgidas quando o coração está se formando no útero materno, e podem ser diagnosticadas antes mesmo do parto. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, 28.846 bebês por ano, no Brasil, são diagnosticados com doenças cardíacas no nascimento, as cardiopatias congênitas, o que corresponde a cerca de 1% dos nascimentos. Cerca de 90% destas acontecem em grávidas sem nenhum risco para doença cardíaca. O principal instrumento para avaliação é o ecocardiograma fetal, exame de ultrassom que estuda o coração do bebê dentro do útero materno.

O estudo do coração do feto deve ser realizado em todas as gestações. Toda grávida deve passar por uma série de exames durante o curso da gestação. Os exames morfológicos de 1º e 2º trimestre são fundamentais para que se levante a suspeita de anomalias cardíacas no feto. O ultrassom morfológico de primeiro trimestre, realizado entre o início da 11ª e final da 13ª semana de gestação, tem o papel de identificar fatores de risco para malformações congênitas e alterações cromossômicas do feto. O ultrassom morfológico de 2º trimestre é realizado entre 18 e 24 semanas de gestação. Neste exame, o médico deve olhar com detalhes todos os órgãos do bebê. Embora nem todos sejam especialistas em coração, o ultrassonografista deve ter noções mínimas do funcionamento do coração fetal.

Qualquer anormalidade cardíaca observada deve ser investigada pelo ecocardiograma fetal. Este exame é realizado pelo cardiologista fetal e permite analisar com detalhes a estrutura e o funcionamento do coração do bebê. Algumas anomalias podem ser tratadas antes do nascimento, mudando o curso da gestação. É o caso das arritmias cardíacas que são alterações no número de batimentos do coração do feto. Estas alterações do ritmo são tratadas com o uso de medicação administrada para a mãe e transmitida ao feto pela placenta. Nos últimos anos, alguns tipos de tratamentos de cardiopatias intraútero com o uso de agulhas e balões também têm se tornado disponíveis.

Outras alterações podem ser muito graves e levar a sintomas ainda na vida fetal, ou logo após o nascimento. O diagnóstico destas anomalias é muito importante, pois permite que se faça uma programação para que o bebê receba o tratamento adequado e no momento ideal. O mais importante para a prevenção é ter uma assistência pré-natal de qualidade que deve ser realizada desde a programação para gestar, com número adequado de consultas e realização dos exames rotineiros, que vão detectar os casos que necessitam de seguimento especializado antes do nascimento. Procure a sua médica fetal de confiança e tenha o que há de mais moderno à disposição para a sua gestação e para o seu filho!

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Matéria Por

Larissa Fonseca Dos Santos

CRM/MT 6843 | RQE 2612 RQE 2945 | Rondonópolis

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