A Doença do Refluxo Gastresofágico Patológico (DRGE) X Refluxo Fisiológico

PEDIATRIA

A Doença do Refluxo Gastresofágico Patológico (DRGE) X Refluxo Fisiológico

O Refluxo Gastresofágico é muito comum, chegando a uma incidência de 67% em crianças de 4 -5 meses e de 21% em crianças de 6-7 meses. Sendo que 60% dos casos de refluxo melhoram até os 18 meses, 30% persiste até os 4 anos e 10% podem evoluir com complicações mais graves, como a estenose esofágica.

Lembrando que é importante diferenciarmos a Doença do Refluxo Gastroesofágico Patológico (DRGE) do Refluxo Gastroesofágico Fisiológico. Este último ocorre em lactentes nos primeiros meses de vida e tem como manifestações regurgitações e/ ou vômitos com frequência e volumes pequenos, ganho adequado de peso, sem outros sintomas ou complicações associadas. Já na Doença do Refluxo Gastroesofágico Patológico (DRGE), temos repercussões clínicas, com baixo ganho ponderal, sintomas e complicações associadas.

As principais manifestações clínicas típicas desta patologia são as regurgitações e vômitos recorrentes e de grande intensidade, irritabilidade, dor epigástrica ou mesogástrica, arqueamento do tronco, eructação excessiva, disfagia, má qualidade do sono, má aceitação alimentar e choro excessivo. Os pais também devem ficar atentos para as manifestações atípicas ou extra-esofágicas, como a presença de tosse crônica, sibilância e asma, otites de repetição, rouquidão, apneia, estridor, pneumonias recorrentes, dor de garganta crônica e erosão do esmalte dentário.

Uma das principais causas da DRGE pode ser a Alergia a Proteína do Leite de Vaca (APLV) e, desta forma, os tratamentos devem ser diferenciados de acordo com a causa da DRGE. Atualmente, existem trabalhos associando a DRGE a alterações genéticas nos cromossomos 9q22. 1-q22-3 e 13q 142, 22. Para o diagnóstico da DRGE, podemos realizar alguns exames, como a PH metria esofágica de 24 horas, um exame que consiste na monitorização contínua do ph intraesofágico, quantificando a frequência e a duração dos episódios de Refluxo Gastroesofágico. Apresenta elevada sensibilidade (95%) e especificidade (92-97%) para o diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico Patológico (DRGE).

A Impedanciometria Intraluminal acoplada à pH metria é o método mais recente e promissor, pois detecta o movimento do conteúdo intraluminal; refluxos ácidos, fracamente ácidos e não ácidos; análise do conteúdo refluído; extensão e tempo de duração do refluxo. O tratamento visa resolver ou minimizar a intensidade dos sintomas, melhorar a qualidade de vida e prevenir as complicações. A terapia conservadora, como modificações no estilo de vida e a terapia farmacológica formam os pilares de tratamento da DRGE. Desta forma, os pais devem ficar atentos e procurar um especialista para o diagnóstico e tratamento precoce e adequado, evitando assim as complicações causadas pela Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

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Matéria Por

Franciane S. Pasqualotto Simão

Pediatria

CRM/MT 5447 | RQE 2634 | RQE 2635 | Rondonópolis

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