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Quem nunca reclamou de dor na coluna?

Segundo dados do IBGE, as dores nas costas (lombalgia, hérnia de disco lombar, hérnia de disco cervical e discopatia degenerativa) são a terceira causa de aposentadoria precoce e a segunda em licença ao trabalho. No Brasil, já existem mais de 5,2 milhões de portadores de hérnia de disco. A maior parte desse público consegue amenizar ou eliminar as dores com medicação e com a prática de exercícios físicos, como pilates ou sessões de fisioterapia. Mas um pequeno contingente precisa se submeter a um procedimento cirúrgico. Até tempos atrás, a única opção era a cirurgia convencional, com corte que chega a 20 centímetros, dependendo do problema, e com pós-operatório delicado. Atualmente, no entanto, já é possível tratar artrodese lombar e hérnia de disco por meio da cirurgia minimamente invasiva, aquela realizada com pequenos cortes ou incisões, através de instrumentos cirúrgicos longos que são introduzidos até o local e acompanhados por câmeras e monitores de vídeo.

O que é cirurgia minimamente invasiva da coluna?

É um conjunto de procedimentos que visa o tratamento das doenças da coluna de uma forma menos agressiva para o corpo e, desta forma, traz uma recuperação mais ágil, um retorno mais rápido às atividades profissionais e habituais, e também apresenta menor risco de complicações cirúrgicas e pós-operatórias. Por exemplo, o risco de sangramento e infecção é menor, haja visto que os cortes são menores e, em muitos destes procedimentos, até mesmo inexistentes, pois podem ser feitos com agulhas ou com auxílio de endoscópio. As principais doenças tratadas com estas técnicas são as doenças degenerativas da coluna, que incluem as famosas hérnias de disco e os famosos bicos de papagaio. Outras doenças - como fraturas, tumores e deformidade - também podem, muitas vezes, serem tratadas por técnicas minimamente invasivas da coluna. Porém, os principais alvos são aqueles problemas relacionados à hérnia de disco.

Quais são as vantagens da cirurgia endoscópica da coluna, quando comparada com a cirurgia convencional?

De uma forma geral: menor tempo de cirurgia, menor risco de sangramento ou de infecção, sem necessidade de anestesia geral, retorno mais rápido às atividades habituais e profissionais, menos dor pós-operatória, já que o corte é menor ou até mesmo inexistente e a musculatura é discretamente mobilizada e separada, ao contrário do que acontece nas cirurgias convencionais na qual a musculatura precisa ser “descolada” do osso.

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Matéria Por

Aleixo Petrenko

Ortopedia e Traumatologia

CRM/MT 3980 | RQE 1989 | Cuiabá

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