Solidão e Envelhecimento

Solidão e Envelhecimento

Temos refletido sobre as mudanças que ocorrem durante o estágio tardio de vida, portanto o bom funcionamento das famílias requer uma flexibilidade na estrutura, papéis e respostas às novas necessidades e desafios pertinentes desse momento.

O isolamento social é um fato recorrente nessa fase, onde muitos idosos se encontram sozinhos, mesmo rodeados de familiares e amigos. Há queixas das mais diversas, de dores sem explicação, angústia, etc, principalmente para aquele já perdeu seu cônjuge.

A exclusão, seja social ou afetiva, é também responsável por várias alterações na saúde física do idoso.

Na questão afetiva, uma das questões mais dolorosas e desagradáveis é a indiferença familiar, onde, muitas vezes, não é o idoso que se isola, mas sim a família que o deixa de lado.

Com o tempo, a relação entre pais e filhos se modifica. O idoso deixa de exercer a posição de comando e poder que estava acostumado. Portanto, torna-se cada vez mais dependente e uma reversão de papéis é estabelecida. Os filhos passam a ser responsáveis pelos pais, no entanto, se esquece de uma das necessidades mais importantes para os mesmos, serem ouvidos. Os idosos veem seus filhos ocupados com suas vidas e percebem que os filhos não tem tempo de escutar suas preocupações.

A solidão é muito sentida pelos idosos, principalmente em datas comemorativas e agora chegando ao final do ano é muito comum a “solidão natalina”.

Um comercial alemão visto por milhões de pessoas recentemente, tem emocionado e mostra justamente essa realidade. Os filhos do idoso telefonam cada um com uma justificativa, de que não poderão passar o Natal com o pai. Passado uns dias, os filhos recebem a notificação da morte de seu pai e diante à notícia se mobilizam para ir até ele. Chegando à casa, o encontram com a mesa toda posta, esperando-os para celebrarem o Natal.

O Natal é uma época, tradicionalmente, para ser passada com a família, no entanto, muitos têm deixado suas origens e as reuniões familiares, nestas situações são praticamente impossíveis. Nem mesmo numa época de celebração familiar é suficiente para reunir os filhos. A maioria acha que um simples telefonema é o bastante para aliviar essa solidão, o que obviamente não é.

É preciso que todos que convivem com um idoso, se sensibilizem e percebam que o “deixá-lo de lado”, pode trazer consequências graves em função da sensação de abandono. É tempo de voltar para casa.

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Matéria Por

Claudia Eloisa Dos Santos

Psicólogo

CRP 06/67918 | Presidente Prudente

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