Espondilite Anquilosante

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que acomete principalmente as articulações sacroilíacas (articulações que ficam na região das nádegas) e a coluna vertebral.

Manifesta-se mais frequentemente no sexo masculino e normalmente tem início na idade adulta (17 aos 35 anos). A causa da espondilite anquilosante não é conhecida, mas acredita-se que há uma influência genética importante. Cerca de 80% dos pacientes com espondilite anquilosante apresentam o marcador genético HLA-B27, detectado em exame de sangue específico.

Os sintomas da doença são, principalmente, dor nas costas (mais comumente na região das nádegas, ou, acima, na região lombar), com características inflamatórias (piora com repouso e melhora com movimento), associado à dor em articulações periféricas (artrite) e inflamação em enteses (entesite). A espondilite anquilosante também pode acometer os olhos (uveite), coração, pulmões.

Em estágios mais avançados, se não houver tratamento adequado, alguns indivíduos poderão evoluir com deformidades físicas e dificuldade importante na movimentação da coluna lombar e cervical (anquilose), além de restrições respiratórias pela redução da mobilidade torácica.

A orientação do tratamento deve sempre vir de seu médico reumatologista que realizará a prescrição de forma individualizada, e de acordo com a sua necessidade em particular.

Fisioterapia e exercícios são essenciais, especialmente se iniciados precocemente e de modo constante, pois manterão a flexibilidade e tonicidade muscular.

O tratamento medicamentoso baseia-se no uso de anti-inflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares e drogas modificadoras da doença, como o metotrexato.

Alguns medicamentos mais recentes, desenvolvidos através de tecnologias baseadas na biologia molecular, trazem novas possibilidades terapêuticas para os casos que não apresentaram controle da doença com as drogas citadas anteriormente, são os chamados biológicos.

No momento ainda não existe a cura para a espondilite anquilosante, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado causam alívio dos sintomas e podem prevenir sequelas e deformidades, permitindo ao paciente uma qualidade de vida satisfatória.

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Matéria Por

Fernanda Miranda Caliani

Reumatologia

CRM/SP 134494 | RQE 135825 | Presidente Prudente

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