Câncer de mama em 2018

MASTOLOGIA

Câncer de mama em 2018

O câncer de mama mantém seu crescimento exponencial em todos os países, acometendo um crescente número de mulheres, sendo mais incidente quanto mais desenvolvida (cultural e economicamente) a população. No último mês, a O.M.S. (Organização Mundial de Saúde da O.N.U.) publicou a atualização do GLOBALCAN (relatório sobre o câncer em todo o planeta) que estima para este ano de 2018 mais de 18 milhões de novos casos e perto de 10 milhões de óbitos, sendo o câncer de mama responsável por 24% dos tumores e 15% dos óbitos.

No Brasil o INCA (Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde) espera cerca de 60 mil novos casos e 17 mil óbitos neste ano. Estes números nos fazem compreender a importância desde a prevenção até o tratamento desta doença para que possamos continuar buscando reduzir a incidência e a mortalidade ligada ao câncer de mama. Quando buscamos reduzir a incidência e aumentar o diagnóstico precoce, a principal “ferramenta” que temos ao nosso alcance no momento é a mamografia digital. Este exame, segundo a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia, deve ser realizado anualmente a partir do 40 anos de idade e manter a sua realização até enquanto a mulher tiver uma expectativa de vida acima de sete anos.

Mas não basta apenas realizar o exame, deve também fazer uma avaliação médica anual e ter suas mamas examinadas, de preferência pelo mastologista. Outro fator importante é a qualidade do exame mamográfico, algo bastante frequente é um exame inadequado, que pode levar a sensação de segurança quando muitas vezes pode apresentar um falso negativo. Ao mesmo tempo em que buscamos reduzir a incidência do câncer de mama, também buscamos cada vez mais, reduzir a agressividade do tratamento, realizando cirurgias menos agressivas e evitando tratamentos desnecessários.

Estas terapias mais conservadoras e menos tóxicas são possíveis pelo uso da medicina de precisão, como a utilização de assinaturas genéticas (MammaPrint, OncotypeDX), painéis que identificam mutações genéticas e somáticas e que possibilitam a utilização de drogas alvo moleculares específicas à paciente ou contra células tumorais específicas. Mas todas estas ações só são efetivas quando as mulheres têm acesso ao atendimento de qualidade, no tempo certo, e também às novas tecnologias, que embora já disponíveis, muitas vezes não estão acessíveis na esfera do S.U.S. ou da saúde suplementar. Precisamos cada vez mais lutar por mais acesso – para celebrar a VIDA.

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Matéria Por

Fabio Postiglione Mansani

Mastologia

CRM/PR 9390 - RQE: 6817 - RQE: 2476 | Ponta Grossa

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