Infidelidade conjugal: por que as pessoas traem?

PSICOLOGIA

Infidelidade conjugal: por que as pessoas traem?

A questão é complexa, polêmica, e pode ser definida de diversas formas. O fato é que não se pode estabelecer de maneira rígida o que é infidelidade para todos os casais. Assim, a definição que acho mais pertinente ainda é: todo ato que viole o contrato do casal, sejam as regras desse contrato explicitadas claramente ou não, e onde a confiança entre este casal sofre um trauma. Seja qual for o acordo que o casal fez, é o ideal aceito por ESSE casal nessa relação. A infidelidade está, então, no rompimento desse acordo. Mas por que as pessoas traem? Vemos que prontidão para um caso extraconjugal não é algo que acontece de uma hora para outra como uma decisão repentina (mesmo nos casos acidentais) mas, sim, algo que tem a ver com sentimentos de estar inquieto, desejando mudança.

Ouve-se muito a ideia de que os casos extraconjugais acontecem em relações problemáticas. Mas e quando a infidelidade acontece na ausência de problemas conjugais sérios? As pessoas traem por vários motivos, que não caberiam nessa página, e dentre eles, a busca de uma identidade nova, o fascínio de vidas que não puderam ser vividas e por aí vai. No entanto alguns “padrões” de infidelidade se repetem na clínica, por vezes com algumas variantes. E será que é possível aprender algo com a infidelidade e buscar uma recuperação do relacionamento? O fato é que depois de passar por ela, algumas relações morrem, outras sobrevivem e se refazem, num demorado processo de restauração da confiança, da transparência e da autoestima, onde o perdão pode não vir de imediato, mas sim como consequência da elaboração da dor.

Durante o processo psicoterapêutico, tem sido mais útil ao casal procurar compreender o significado da infidelidade e qual a mensagem que ela trás sobre o seu relacionamento, assim como descobrir juntos qual a melhor forma de restauração. Seja qual for o padrão de infidelidade, geralmente é responsável por causar uma crise no casamento. E pensando no sofrimento causado, trago uma questão: O que podemos aprender com uma infidelidade sem ter que necessariamente viver uma? Que tal fortalecer a relação contra a infidelidade trazendo um pouco da vitalidade erótica dos amores ilícitos? Explico: em vez de termos a falsa ideia de que “comigo jamais acontecerá”, procure sempre rechear sua relação do que os casos extraconjugais tem em abundância: desejo, atenção, romantismo, diversão, sonhos compartilhados, afeto, paixão, curiosidade inesgotável...Ufa!!! Que trabalheira, não é? Pois é, relacionamento para ser saudável precisa de investimento!!! O que você tem feito pelo seu?

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Matéria Por

CRISTIANE PINHELI

Psicólogo

CRP 08/22639 | Maringá

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