Deficiência hormonal masculina: o que é preciso saber

UROLOGIA

Deficiência hormonal masculina: o que é preciso saber

Menopausa masculina, andropausa ou de uma maneira mais técnica: DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) consiste em uma série de modificações no corpo do homem de caráter hormonal. O hormônio em questão é a testosterona, responsável pelas características físicas masculinas (barba por exemplo), além de ajudar a manter a massa muscular e impulsionar o desejo sexual. Mais de 90% da produção do hormônio testosterona ocorre nos testículos. O problema surge quando alguns homens deixam de produzir este hormônio em quantidades adequadas e isto causado por problemas relacionados diretamente aos testículos ou decorrentes de fatores que interferem com o estímulo da produção de testosterona em áreas do cérebro (hipófise).

Esta deficiência também pode surgir como resultado de quimioterapia, radioterapia, inflamação, infecção e obesidade. Para completar, os homens produzem menos testosterona quando vão ficando mais velhos. Níveis de testosterona tem queda de 1% a 3% cada ano quando o homem completa 40 anos de idade. Existe a frequente comparação com o que ocorre com a mulher, onde os ovários param de funcionar subitamente (falência ovariana) com repercussões clínicas bem evidentes como a parada da menstruação e infertilidade. No homem as modificações são mais gradativas e ao contrário das mulheres nem todos são afetados. Na verdade 10% a 20% dos homens saudáveis a partir dos 40 anos apresentam níveis de testosterona abaixo do normal.

Como reage o corpo

A andropausa tem início lento com baixa da libido (falta de desejo sexual ou de vontade de ter relações sexuais) e diminuição da qualidade das ereções, principalmente aquelas que ocorrem durante a noite e pela manhã ao acordar. Outros sintomas freqüentes são a diminuições do volume e da força do esperma, sensações súbitas de calor e suor (fogachos), alterações do humor, do sono (dificuldade para dormir) irritabilidade, agressividade, fadiga, depressão, diminuição da atividade intelectual com perdas de memória, diminuição da força muscular, além de redução da massa muscular e da densidade mineral óssea podendo resultar em osteoporose. Muitas vezes todas estas condições não estão presentes de uma só vez e sim podem surgir de maneira isolada e seriam mais pronunciadas em pessoas obesas e nos submetidos a estresse constante.

Condições relacionadas

Embora as causas da andropausa não tenham ainda sido completamente estudadas, alguns fatores podem contribuir para esta condição como o estresse, depressão, doenças do fígado, doenças renais, diabetes, obesidade, má nutrição, alguns medicamentos, o tabagismo e até falta de parceira sexual. Quando existe suspeita clínica e os exames comprovam a deficiência hormonal o tratamento de reposição trará inúmeros benefícios. É necessário esclarecer que a administração de testosterona necessita de um acompanhamento muito rigoroso por parte do médico com um controle rígido de exames antes e após o tratamento, para que os benefícios sejam bem evidentes sem qualquer tipo de risco ao paciente. A reposição quando não bem orientada pode levar a dor e aumento dos mamilos, efeitos tóxicos sobre o fígado, acúmulo de água e sal no organismo, aumento da taxa de glóbulos vermelhos, atrofia testicular, infertilidade e pode, até mesmo, alimentar um câncer de próstata já existente.

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Matéria Por

Marcio De Carvalho

Urologia

CRM/PR: 12020 | RQE 6499 | Maringá

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