UROLOGIA

Cirurgias Minimamente Invasivas: Quando o menos é mais

Com a evolução da medicina e dos métodos diagnósticos, as doenças malignas (cânceres) passaram a ser diagnosticas cada vez mais cedo. Assim, se apresentando em fases iniciais da doença e em paciente cada vez mais jovens e ativos, no momento do diagnóstico. Assim sendo, a evolução das técnicas cirúrgicas se tornou imprescindível, buscando não somente a cura da doença, mas também um retorno precoce às atividades cotidianas, e principalmente, a manutenção da qualidade de vida. Nesse cenário observamos na medicina um “boom” das cirurgias minimamente invasivas, como aquelas endoscópicas e laparoscópicas, realizadas por vídeo. A urologia foi uma das especialidades pioneiras nesse tipo de cirurgia , e até hoje é uma das áreas que mais se beneficiou dessa evolução, que não ocorreu somente no tratamento do câncer.

A Nefrectomia laparoscópica para retirada de tumores renais é um exemplo clássico de cirurgia que trouxe grande benefício para os paciente que sofrem de tal doença. Com essa técnica, torna-se possível a cura da doença com menor tempo de internação hospitalar e de recuperação , menor sangramento e menor uso de analgésicos, e também resultando em cicatrizes mais estéticas. A laparoscopia pode ser utilizada tanto em cirurgias que necessitam da retirada de todo o rim, como também em casos em que pode ser preservada grande parte do mesmo, retirando-se somente a lesão tumoral (Nefrectomia Parcial laparoscópica).

A Prostatectomia radical laparoscópica é uma técnica cirúrgica que vem ganhando cada vez mais espaço no tratamento do câncer de próstata. Além dos benefícios já citados acima, a cirurgia laparoscópica proporciona uma melhor visualização da próstata e dos feixes nervosos, permitindo uma dissecção mais precisa, a fim de buscar melhores resultados na continência urinária e na preservação da potência sexual desses pacientes.

As cirurgias endoscópicas são exemplos de outra modalidade de cirurgia minimamente invasiva, também muito utilizada na urologia. Esta modalidade permite a realização do procedimento sem a necessidade de cortes, tornando a cirurgia menos agressiva e com recuperação mais rápida. Alguns exemplos são: Ureterorrenolitotripsia (tratamento de cálculos urinários), RTU de próstata ( tratamento de aumento prostático), RTU de bexiga ( tratamento de tumores de bexiga), dentre outros.

Os procedimentos acima descritos demonstram os benefícios que a evolução da medicina trouxe para os pacientes com doenças urológicas. O maior número de opções de técnicas cirúrgicas que possibilitam tratamentos menos agressivos, mantém a cura como foco principal, porém com resultados funcionais e estéticos cada vez melhores.

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Matéria Por

Eduardo Quirino

Urologia

CRM/PR: 26813 | RQE: 19863 | Maringá

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