COLOPROCTOLOGIA

Intolerância à lactose

Ela é formada pela fusão de dois açúcares simples: a glicose e a galactose. Nosso organismo não consegue absorver a lactose, por isso possui uma enzima, localizada no intestino delgado, capaz de hidrolisá- -la, ou seja, “quebrá-la” para a absorção. A ausência ou deficiência dessa enzima, denominamos de intolerância à lactose. Estima-se que no Brasil 35 a 40 milhões de pessoas, apresentem sintomas quando fazem a ingestão do leite e seus derivados.

Intolerância à lactose x Alergia à proteína do leite de vaca

Estas duas patologias são completamente diferentes, pois na alergia desencadeada pela proteína do leite de vaca há envolvimento de resposta imunológica, causando lesões variáveis no trato gastrointestinal, sendo geralmente limitada aos primeiros anos de vida.

Fatores de risco

A idade é um fator de risco: bebês prematuros, porque a produção da enzima lactase aumenta somente no final do terceiro trimestre da gravidez. Idoso, pois a produção dessa enzima diminui com a idade. Negros, indígenas e asiáticos tem mais probabilidade de desenvolvimento da intolerância à lactose. Além de outras doenças, como por exemplo: Diabetes Mellitus descompensado, Doença Celíaca (intolerância ao glúten), parasitose (Giardíase), Doença de Crohn, infecções intestinais agudas (Rotavírus), HIV, desnutrição.

Classificação

genético raro, o paciente não produz a lactase na mucosa do intestino. Deficiência primária da lactase ou ontogenética: ou “não persistência primária da lactase”. Durante a infância, nosso organismo produz muita lactase, pois o leite é fonte de nutrição. Conforme vamos envelhecendo, o corpo diminui a quantidade de enzima produzida. Logo, a lactose que ingerimos não é absorvida, causando a intolerância. Deficiência secundária da lactase: paciente apresenta uma doença que é responsável pela deficiência de lactase e pela consequente má absorção de lactose.

Sintomas

Os sintomas começam a aparecer de 30 minutos a 2 horas depois da ingestão da lactose. São eles: dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos, flatulência e/ou distensão abdominal. A quantidade de lactose necessária para desencadear os sintomas varia de indivíduo para indivíduo, depende da porção de lactose ingerida, do grau de deficiência da enzima lactase e do tipo de alimento.

Diagnóstico

Pode ser realizado de 3 maneiras: Teste de intolerância à lactose: o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, são colhidas amostras de sangue que indicam os níveis de glicose. Teste de hidrogênio na respiração: o indivíduo ingere uma bebida com alta quantidade de lactose e o médico analisa o hálito da pessoa em intervalos que variam de 15 a 30 minutos por meio da expiração. Se o nível de hidrogênio aumentar, significa um processamento incorreto da lactose no organismo. Teste de acidez nas fezes: um exame de fezes é realizado, se a pessoa ingeriu alimentos com lactose, apresentou sintomas e o pH das fezes for ácido, o exame é positivo.

Prevenção e tratamento

A melhor forma de prevenir os sintomas, é não ingerir a lactose. Porém, já existe no mercado uma variedade de produtos “zero lactose” ou “ lac free”. Caso o paciente desejar ingerir alimentos com lactose, existe a possibilidade de tomar antes das refeições uma medicação encontrada em forma de pílulas, pó ou líquido. Lembrando que quem não consome o leite e seus derivados, pode ter como consequência, a deficiência de cálcio. Necessitando assim, de uma dieta especial para suprir as necessidades.

Para saber se você é intolerante à lactose, procure seu médico.

Ver perfil

Matéria Por

Jacqueline De Marchi

Cirurgia Geral

CRM/MT 6343 | RQE 3206 | Sinop

Deixar Comentário

Outras MATÉRIAS