Dezembro Laranja CÂNCER DE PELE – MELANOMA

ONCOLOGIA

Dezembro Laranja CÂNCER DE PELE – MELANOMA

O câncer de pele é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células anormais da pele, causado por mutações ou defeitos genéticos do DNA, na maioria dos casos, decorrente da radiação ultravioleta. O melanoma é um tipo de câncer de pele derivado de células melanocíticas, mas que pode acometer outros locais como mucosas e vísceras. Ele apresenta grande capacidade de metastatização (se espalhar) mesmo em fases iniciais, já que a característica de invadir e disseminar poderiam ser consideradas uma prerrogativa inata deste tipo celular. O melanoma pode começar como uma espécie de pinta ou mancha sobre a pele (um pequeno tumor cutâneo pigmentado ou colorido), mais frequente nas regiões do corpo que ficam expostas ao sol. Geralmente os tumores são de cor marrom ou preta. A distribuição por gêneros é muito semelhante, com um ligeiro predomínio nos indivíduos do sexo masculino. O melanoma é diagnosticado mais frequentemente entre os 55 e os 64 anos. A pele de qualquer parte do corpo pode apresentar o desenvolvimento do melanoma, como palmas das mãos, unhas e plantas dos pés. Entretanto, o melanoma é mais comum no tronco (nos homens), nas pernas (nas mulheres), no pescoço e no rosto.

Fatores de risco:

• Pele clara;
• Exposição prolongada ao sol;
• Queimaduras solares graves;
• Radiação UV;
• Nevo (sinal) displásico;
• Presença de muitos nevos (>50);
• História pessoal de melanoma;
• História familiar.

Sinais e sintomas: ABCDE do melanoma:

• Assimetria: a forma de uma metade não coincide com a outra.

• Bordas: as margens são geralmente irregulares (não têm um aspeto homogêneo), o pigmento pode não estar contido totalmente na forma do sinal e poderá atingir a pele circundante.

• Cor: a cor é desigual. Pode apresentar sombras de preto, castanho e um tom bronzeado. Podem também ser observadas zonas com cor mais clara, cinzenta, vermelha, rosa ou azul.

• Diâmetro: existe uma alteração no tamanho. Em geral há um crescimento com aumento do diâmetro da lesão.

• Evolução: corresponde à evolução em termos de forma, aspecto ou tamanho do sinal e significa que houve uma mudança das suas características.

Após o exame clínico, o médico pode considerar que uma lesão cutânea é suspeita de melanoma e, por isso, pode propor a realização de uma biópsia. A biópsia é a única forma de fazer um diagnóstico definitivo (diagnóstico anatomopatológico). O estadiamento completo inclui a avaliação de linfonodos loco-regionais através do linfonodo sentinela (biópsia), avaliação de metástases hepáticas, pulmonares e do sistema nervoso central (através de exames de imagem). O tratamento é definido após a confirmação histopatológica e o estadiamento patológico do tumor primário. Após o diagnóstico e o estadiamento, quando o tumor não for metastático, é realizada excisão local (retirada) para ampliação das margens, pois excisão com margens estreitas é acompanhada geralmente por recidiva local, já que lesões satélites são bastante comuns. Pacientes com linfonodos palpáveis ou com biópsia positiva para linfonodo sentinela devem ser submetidos à dissecção (retirada ampla) de todos os linfonodos da respectiva cadeia de drenagem (de acordo à indicação do cirurgião). Nos casos de doença metastática, há algumas opções de tratamento como quimioterapia, drogas alvo (a depender se há mutação genética ou não) e imunoterapia (tratamento biológico que potencializa o sistema imunológico). Não deixe de acompanhar com seu médico! Nos pacientes com doença em estádios precoces a observação regular pelo dermatologista é o aspecto mais importante. O autoexame para detecção de novas lesões ou alteração do aspecto de sinais já existentes é outro dos componentes importantes do seguimento. Em doentes com melanoma em estádio avançado, a avaliação é feita de forma diferente, caso a caso, e tem em conta o tratamento em curso, o objetivo do mesmo e os efeitos adversos ou sintomas relacionados com a doença. A regularidade da avaliação e os exames solicitados são definidos pelo médico que o acompanha.

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Matéria Por

RIVADÁVIO ANTUNES MENACHO DE OLIVEIRA

Oncologia

CRM/PR 37975 | RQE 22209 | Londrina

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