Casais, seus conflitos e a terapia EMDR

PSICOLOGIA

Casais, seus conflitos e a terapia EMDR

A relação a dois, em alguns casos, pode trazer sofrimento emocional para ambos. Em certos momentos, o casal não encontra uma saída para seus conflitos, e então, pode acabar em um dilema comum na relação: será que vale a pena continuar ou a melhor saída seria colocar um fim no relacionamento? Relacionar-se com alguém pode ser mesmo complexo!

Todo o ser humano, antes de ter uma vida a dois, teve uma história anterior, cultura, hábitos, valores, crenças, apegos... Totalmente diferentes da vida do seu cônjuge, também com suas características individuas. Entender e lidar com essas questões pode não ser tão simples quanto pareceu no começo da relação (no famoso “conto de fadas”).

O casamento passa por vários períodos de transição, novos desafios e mudanças que necessitam de adaptação, e as dificuldades podem ser inúmeras, tais como: falta de comunicação, incompreensão recíproca, empatia, falta de diálogo, dentre outras. Em alguns casos, o conflito constante pode ter um fundo emocional mais profundo do que se imagina, ele pode estar relacionado a conflitos emocionais internos antigos, provavelmente gerados na fase de desenvolvimento, ou seja, na infância ou adolescência.

Os casais podem desenvolver traumas nas relações conjugais conflituosas, ansiedade, medo, frustração, impotência, cansaço, raiva, mágoas, abandono. Os conflitos conjugais podem afetar de uma forma negativa todo o funcionamento familiar (conflitos destrutivos). Mas também podem ser construtivos. Dependendo de como são manejados, podem levar a uma separação ou um estreitamento da relação entre ambos.

A técnica EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento Através do Movimento Ocular) ajuda a aliviar as experiências traumáticas que continuam disparando sentimentos, comportamentos e/ou pensamentos negativos que atrapalham a vida conjugal. Este tratamento, feito por meio da estimulação bilateral dos hemisférios cerebrais, permite o reprocessamento de lembranças dolorosas através da integração do conteúdo neuronal em diferentes hemisférios cerebrais.

Ao se aplicar os movimentos bilaterais, estamos estimulando o cérebro da mesma forma como acontece durante o sono REM, ajudando a conseguir reprocessar tais lembranças dolorosas que ficaram guardadas de uma maneira mal processada. Assim, o individuo consegue encontrar e compreender o que lhe aconteceu. O EMDR é capaz de ajudar a reprocessar diversos sintomas vinculados às lembranças difíceis de uma maneira mais profunda.

É possível sair da situação de sofrimento, podendo reorganizar as emoções internas e fazer com que o indivíduo continue o processo de vida com pensamentos, comportamentos e crenças pessoais mais positivas, promovendo a cura e alívio de dores emocionais.

 

Ver perfil

Matéria Por

ADRIANA BORGES

Psicólogo

CRP-08/19512 | Londrina

Deixar Comentário