Novidades no Tratamento do Diabetes

Novidades no Tratamento do Diabetes

Novas tecnologias, equipamentos e até vacinas trazem esperança para os pacientes.

Novas tecnologias para monitorar os níveis glicêmicos - Medidor de glicemia que “conversa” com o Iphone e outras novidades.

O tratamento do diabetes exige a constante monitorização da glicemia, aquela picadinha diária no dedo para o paciente medir a quantidade de glicose sanguínea. A novidade neste setor são dois monitores fabricados pela Sanofi-Aventis: IBGStar™ (foto 01) e BG Star. O primeiro lembra um pen drive e é compatível com o iPhone e o iPod Touch, ou seja, o paciente mede a glicemia e compartilha os dados com o médico via e-mail. Já o BG Star é um aparelho comum, igual aos já disponíveis no mercado brasileiro.

Ambos já chegaram às prateleiras das farmácias este ano, comercializado por preços bem acessíveis ao público dos smartphones.

A outra novidade na área de tecnologia e diabetes, vem da concorrência: O laboratório farmacêutico Novartis anunciou uma parceria com o Google para a utilização da lente de contato inteligente para monitorar o diabetes (foto 02). Uma vez colocado no olho, o dispositivo usa as lágrimas do usuário para monitorar a glicose no sangue.

Em comunicado, a Alcon, filial da Novartis, explicou que a lente é composta por um chip wireless e um sensor miniaturizado de glicose prensados entre duas camadas de material gelatinoso. O dispositivo ainda deve ser equipado com um LED que emitirá sinais sempre que houver alteração no nível de glicose.

Não há previsão, ainda, da entrada do equipamento no mercado, mas percebemos que, cada vez mais, os cuidados com o diabetes envolvem as novas tecnologias. A criação desse mercado, atrairá novos investimentos das empresas de tecnologia e os resultados beneficiarão médicos e pacientes no futuro.

Infusão inteligente de insulina o “pâncreas artificial”.

Já existentes no mercado há vários anos, as bombas de insulina têm apresentado a cada ano mais inovações, sejam de hardware, com dispositivos menores e mais leves, sejam de softwares mais potentes e capazes de gerenciar melhor a entrada da quantidade de insulina no sangue.

Um exemplo já em uso é a bomba de insulina Medtronic MiniMed 530G, o grande avanço na direção no pâncreas artificial (foto 03). Seu software calcula de forma mais precisa a quantidade de insulina que será injetada, além de receber informações sobre o comportamento da glicose sanguínea para fazer esse cálculo. Além disso, ele recebe dados de um sistema eletrônico chamado de CGMS, sigla em inglês para sistema de monitoramento contínuo de glicose. O CGMS é um sensor inserido no subcutâneo do paciente, que envia informações para a bomba de insulina, via bluetooth, em tempo quase real sobre o comportamento da glicemia.

O próximo passo dessa tecnologia, ainda em teste, já foi desenvolvido por engenheiros da Universidade de Boston, que criaram um sistema fechado de pâncreas biônico (foto 04), que usa monitoramento contínuo de glicose e entrega subcutânea de insulina e glucagon de ação rápida, de acordo com a necessidade momentânea do paciente.

O sistema, atualmente, sendo testado em pacientes com diabetes Tipo 1 no Hospital Geral de Massachusetts, deve, muito em breve, tornar realidade o controle automático da glicose no sangue.

O pâncreas criado pelo homem toma uma decisão sobre as doses de insulina e glucagon a cada cinco minutos. Pâncreas biônicos anteriores não eram capazes de administrar glucagon, que aumenta a glicose no sangue em caso de hipoglicemia.

Outros grupos de pesquisa, ligados a outras universidades ou a empresas privadas, também estão desenvolvendo soluções semelhantes, como estes da De Montfort University.

E como o Genesis artificial pâncreas, da empresa Pancreum.

Espera-se que o monitoramento mais agressivo – implantável e contínuo – leve a um controle mais restrito da glicose, que resultará na redução das complicações crônicas tão temidas do diabetes.

Vacinas

É da Universidade de Stanford a notícia de testes de uma vacina com capacidade de frear o sistema imune, e assim evitar que ele ataque o pâncreas e destrua as células beta no diabetes tipo 1.

Os dados publicados na revista Science Translational Medicine, em junho de 2013, a partir de um estudo multicêntrico de 12 semanas demonstraram que aqueles que receberam a vacina apresentaram menor destruição das células beta do pâncreas, comparados com os que não haviam recebido.

A ideia agora é aplicar essa pesquisa em grupos maiores de pessoas e verificar se os bons resultados se confirmam.

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Matéria Por

Caetano Munhoz De Domenico

CRM/SP 103159 | Jundiaí

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