Desvendando a Fibromialgia

Desvendando a Fibromialgia

A Fibromialgia pode ser definida como uma Síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas, entre eles: dor musculoesquelética generalizada, dores de cabeça, fadiga, comportamento ansioso - depressivo e perda da qualidade do sono. Algo familiar? Não se assuste.... Mais comum do que muitos pensam, a Fibromialgia tem em alguns estudos uma prevalência que pode variar de 1 a 5% da população, com os estudos mais alarmantes chegando até 10%.

Com uma clara predileção pelo sexo feminino (chegando até 80% dos casos), tem sua maior incidência na faixa etária dos 20 aos 50 anos. Seu índice de recorrência em indivíduos da mesma família chama a atenção para um provável componente genético. Tendo considerável influência no absenteísmo no trabalho, teve sua pesquisa impulsionada nos Estados Unidos na década de 90.

Sendo, basicamente, uma doença de diagnóstico clínico, ou seja, baseado nas informações fornecidas pelo paciente e nas alterações ao exame clínico, a Fibromialgia por muito tempo foi questionada. Com o surgimento de novos testes e estudos diagnósticos, como a Termografia por infravermelho e o estudo funcional por Ressonância Nuclear Magnética do cérebro, a doença começa a abandonar o estigma de algo duvidoso para adentrar o hall dos transtornos bem estabelecidos do século XXI. Muitas vezes, pejorativamente, tratada como “frescura”, cada vez mais centros e profissionais se voltam para o seu estudo e tratamento.

Ainda que, atualmente, não exista uma cura absoluta para a Fibromialgia, conta-se com um amplo espectro de tratamentos que visam basicamente: reduzir as dores e sintomas associados e aumentar a funcionalidade e a qualidade de vida. É consenso entre os especialistas que o tratamento é multimodal, envolvendo o uso de medicamentos, mudança de hábitos de vida e abordagem com fisioterapia e psicoterapia quando necessárias. Antidepressivos, relaxantes musculares e agentes Analgésicos gapapentinoides mais modernos, como a Pregabalina, são os pilares do tratamento farmacológico.

A cada dia a Fibromialgia se estabelece mais como patologia crônica e endêmica, com influência considerável na sociedade contemporânea. Entender a patologia, não se automedicar e procurar atendimento médico é fundamental para que o processo de cronificação da dor não evolua, tornando o sucesso do tratamento mais difícil. Mais do que uma Tomografia ou uma Ressonância Magnética, a avaliação por um profissional familiarizado com a doença e a adesão ao tratamento são essenciais. Não assimile a ideia de “conviver com a dor”. Entenda, busque ajuda, lute...e viva sem dor.

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Matéria Por

Jefferson B. F. Moreira

Neurocirurgia

CRM/SP 143317 | RQE 45105 | Jundiaí

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