Dor na Coluna e Hérnia de Disco

Segundo pesquisa publicada na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, apenas 10% das hérnias de disco necessitam de cirurgia para serem tratadas, os outros 90% respondem bem com os tratamentos convencionais, como medicamentos prescritos por um médico, associados a uma fisioterapia especialista em coluna vertebral e exercícios físicos. A hérnia de disco é consequência do desgaste da estrutura entre as vértebras que, na prática, funcionam como “amortecedores” naturais do impacto. Uma vez não tratada, ela pode causar problemas graves, prejudicando severamente a saúde da coluna vertebral.

Conheça as etapas da Hérnia de Disco:

1ª Fase – Abaulamento Discal: Nessa etapa, tem início, de fato, a patologia. É quando o disco intervertebral, em virtude do envelhecimento e de outros fatores, como movimentos repetitivos, tabagismo e obesidade, começa a apresentar fissuras em suas fibras, levando o disco à forma de arco.

2ª Fase – Protrusão Discal: O abaulamento já é maior, podendo atingir até mesmo os nervos e o saco dural (estrutura que protege a medula e que é altamente inervado). Nessa fase, normalmente tem início a degeneração discal. A doença está em estágio mais avançado.

3ª Fase – Hérnia de Disco: É a fase onde ocorre a extrusão do disco intervertebral, já em estágio avançado de degeneração. O núcleo do disco migra de sua posição normal no centro do disco para a periferia, levando à compressão das raízes nervosas e caracterizando a hérnia de disco.

4ª Fase – Sequestro ou Fragmento: É quando a parte do disco que se encontrava extruso se separa do disco, comprometendo ainda mais as estruturas nervosas. Essa é a etapa mais rara, mas que dependendo da posição do fragmento, pode gerar efeitos graves, sendo necessários tratamentos que promovam a descompressão das estruturas afetadas, retirando-se o fragmento da hérnia.

O uso frequente de medicação pode mascarar a dor, provocando o avanço da degeneração, sem que se perceba a gravidade do problema.

Pode fazer atividade física no momento da crise ou da compressão do nervo, isto é, com dor irradiando para a perna ou braço.

Pior do que não fazer exercícios é fazer na hora ou de forma errada. Não basta apenas indicar academia ou pilates ao paciente, é necessário que, o profissional que tratou devidamente o paciente com lesão discal, oriente o educador físico ou até mesmo o fisioterapeuta Instrutor de Pilates, quais movimentos ou exercícios são contraindicados ou restritos.

“Ao não tratar a hérnia de disco adequadamente, além de sentir dores e ocorrer ainda mais o desgaste das vértebras, os pacientes podem sofrer com outros problemas decorrentes da doença. Já quando diagnosticada corretamente, a doença pode ser tratada por meio de fisioterapia, medicamentos (prescritos por um médico) e exercícios físicos bem orientados, como Pilates e musculação”, explica Dra. Silvia Canevari Barros, diretora do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral - ITC Vertebral de Jundiaí e Americana.

Uma maneira inovadora de tratar a Hérnia de Disco:

“A idade média para o aparecimento da primeira crise de dor é de, aproximadamente, 37 anos. Estudos comprovam que, muitos pacientes têm evitado a cirurgia no primeiro momento, buscado não somente tratar as patologias e dor na coluna com medicação.

A Técnica RMA - Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral, que une o trabalho da fisioterapia manual com a Tecnologia Americana das mesas de tração e descompressão associado ao uso do Stabilizer – um equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen, tem se mostrado altamente eficaz.

Após o tratamento, exercícios como o Pilates e academia (desde que bem orientados), tendem a melhorar a proteção da coluna, fortalecendo toda a musculatura”, explica a fisioterapeuta, especialista em tratamento de patologias da coluna vertebral.

“Somos em mais de 70 unidades espalhadas em todo território nacional e na Europa. Já atendemos mais de 30.000 pacientes com sucesso no tratamento em 87% dos casos”, conta a Dra. Silvia Canevari.

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Matéria Por

SILVIA CANEVARI BARROS

Fisioterapeuta

CREFITO 8801/F | Jundiaí

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