Impactos da incontinência urinária e disfunção erétil pós prostatectomia: Como a fisioterapia pode ajudar

FISIOTERAPIA

Impactos da incontinência urinária e disfunção erétil pós prostatectomia: Como a fisioterapia pode ajudar

As disfunções urológicas e sexuais podem ocorrer em homens e mulheres de todas as faixas etárias e nível sócio econômico, porém é mais prevalente com o aumento da idade, apresentando- se, também, como consequência de pós-operatórios, como histerectomias e prostatectomias.

Homens submetidos à prostatectomia (retirada cirúrgica da próstata) apresentam como principal consequência a incontinência urinária e a disfunção erétil.

Tais disfunções permanecem presentes na maioria dos indivíduos mesmo após o tempo de recuperação da cirurgia, causando problemas psicossociais.

Mas o que é incontinência urinária e disfunção erétil?

A incontinência urinária é definida como a perda involuntária de urina ocasionada por diversos fatores como: hiperatividade da musculatura da bexiga, alterações neurológicas, lesões medulares, dentre outras, porém, uma das principais causas é a fraqueza do assoalho pélvico.

Sua classificação se dá em quatro tipos: de esforço, de urgência, mista (de esforço e de urgência) e por transbordamento.

A disfunção erétil ocorre quando o indivíduo é incapaz de ter ou manter uma ereção, dificultando o ato sexual.

Ambas as disfunções causam incômodo e desconforto no indivíduo que a apresenta, impactando diretamente na sua qualidade de vida, levando a problemas psicossociais, como depressão e isolamento social.

Um grande número de indivíduos que sofrem com estes sintomas não buscam tratamento adequado por acharem que estes são normais.

Como a fisioterapia pode ajudar?

A fisioterapia pélvica se destaca como tratamento conservador indolor, não invasivo e com bons resultados, consistindo em um variado protocolo, onde se utilizam diversos recursos, a exemplo da eletroestimulação, que atua na estimulação muscular e nervosa do assoalho pélvico e do Biofeedback, que monitora a contração muscular.

A eletroestimulação pode ser realizada com a utilização de eletrodos transcutâneos (externos), como também por via intracavitária (internos), via canal vaginal ou anal, visando auxiliar o indivíduo a aprender a contrair sua musculatura do assoalho pélvico e inibir a contração involuntária da musculatura detrusora (musculatura da bexiga), a depender do tipo de incontinência apresentada.

O Biofeedback é realizado com instrumentos que monitoram a contração muscular através de sondas anatômicas anais ou vaginais, conectadas a um equipamento específico capaz de fornecer uma resposta sonora ou visual durante a contração e relaxamento muscular, permitindo que o indivíduo tenha percepção e consciência da musculatura do seu corpo.

O treinamento da musculatura do assoalho pélvico é de suma importância para sua reabilitação, que deve seguir um protocolo de exercícios de contração e relaxamento realizados pelo fisioterapeuta

Deve se dar continuidade aos exercícios perineais em casa, para não perder os efeitos positivos que estão sendo ganhos com o tratamento.

Além de todos estes recursos, também pode ser realizada a terapia comportamental, onde o estilo de vida do indivíduo é modificado, podendo utilizar o diário miccional, que irá identificar os momentos em que o mesmo vai ao banheiro e sua ingestão de líquidos.

Ver perfil

Matéria Por

GIULLIANA HELEN DE VASCONCELOS GOMES

Fisioterapeuta

Deixar Comentário