As crianças, o verão e as Otites externas

OTORRINOLARINGOLOGIA

As crianças, o verão e as Otites externas

Mar, piscina, verão e férias. Além de diversão e frescor, esses fatores podem trazer alguns inconvenientes. Entre eles, estão as doenças que acometem os ouvidos, sobretudo as otites. No geral elas são classificadas de acordo com o local e o tempo de duração dos sintomas: otites externas (acometendo o pavilhão auricular e canal auditivo) ou médias (no ouvido médio), agudas ou crônicas. A otite externa caracteriza-se por um processo inflamatório da pele do canal auditivo externo. Sua incidência aumenta em períodos de clima quente e úmido, sendo responsável por até 20% das consultas otorrinolaringológicas.

Com elevadas temperaturas, as crianças passam a maior parte do tempo em locais úmidos como piscinas ou mar, aumentando significativamente a umidade do ouvido. Junto com o calor do nosso clima tropical, isso favorece o crescimento de bactérias e fungos.

Dentre os sintomas estão a dor intensa no ouvido, que pode estar associada à diminuição da audição, febre, inchaço do pavilhão auricular e presença de secreção. As crianças menores de dois anos ainda não localizam a dor, apresentando choro e irritabilidade, levando a mão à orelha. O diagnóstico é realizado pelo especialista, com base nos sintomas e no exame físico.

Recorrer ao cotonete na otite é um erro muito comum. Além de remover o cerume que serve como proteção, pode provocar lesão na pele do ouvido, facilitando a ação de agentes nocivos no local. Outro erro comum é o uso substâncias sem a devida prescrição médica, tais como álcool, azeite e água morna. Isso acaba retardando o diagnóstico e tratamento adequados.

A razão principal da consulta é a dor. O uso de analgésicos e anti-inflamatórios é necessário, bem como a administração de soluções otológicas contendo antibióticos. Devem ser evitados os banhos de imersão e o ouvido deve ser protegido e seco durante o tratamento. Caso não seja tratada adequadamente, a otite externa evolui com piora da dor e necessidade de uso de antibiótico oral.

A melhor recomendação é sempre a prevenção: utilizar protetores auriculares, realizar uma limpeza do ouvido com uma toalha e evitar a automedicação. Procurar um otorrinolaringologista para indicar um tratamento adequado é a melhor escolha.

A otite externa caracteriza-se por um processo inflamatório da pele do canal auditivo externo.

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Matéria Por

Júlia Guedes Cardoso

Otorrinolaringologia

CRM 7422 | RQE 4295 | João Pessoa

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