Abordagem Fisioterapêutica Pós Prostectomia Radical

FISIOTERAPIA

Abordagem Fisioterapêutica Pós Prostectomia Radical

Atualmente no Brasil, o Câncer de Próstata é o segundo mais comum entre os homens acima de 50 anos. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior o sucesso do tratamento, o qual dependerá do estadiamento e do grau histológico da neoplasia. Dentre os tratamentos existem: a radioterapia; braquiterapia; quimioterapia; hormonioterapia e a Prostatectomia Radical (PR) que é utilizada em 51% dos casos.

A PR apresenta alto índice de sucesso, dependendo do estágio tumoral, grau de diferenciação do tumor, técnica cirúrgica utilizada e a habilidade do cirurgião. Este procedimento cirúrgico pode acarretar em complicações como Disfunção Erétil (DE) e Incontinência Urinária (IU), sendo esta com uma incidência que oscila entre 3% e 60%.

A razão do aparecimento da IU pós PR é decorrente da localização anatômica da próstata, e assim qualquer modificação dessa glândula pode ter consequências no escoamento da urina, além da lesão dos esfíncteres urinários (músculos responsáveis pela continência urinária) e da musculatura do Assoalho Pélvico durante a PR. E em muitos casos antes da retirada da próstata os homens possuem um esvaziamento vesical difícil, devido a uma obstrução infravesical pelo tumor, e após a retirada da glândula a bexiga acostumada a trabalhar em alta pressão fica desorientada, ocasionando a perda de urina involuntária.

A IU pós PR é uma complicação de difícil tratamento e causa um profundo impacto negativo na qualidade de vida do indivíduo, gerando dificuldades psicológicas, além de complicações como infecção recorrente do trato urinário, dermatites, constrangimento, afetando assim a autoestima do indivíduo.

Uma das possibilidades de tratamento da IU pós PR é a Fisioterapia, que se destaca com resultados positivos, pode ser realizada logo após a retirada da sonda vesical e está relacionada com uma efetiva recuperação dos pacientes, influenciando na retomada da qualidade de vida.

Atualmente é considerado o tratamento de primeira escolha, por não ser invasivo, ter baixo custo e por promover alívio dos sintomas, com a diminuição do grau e do tempo de duração da IU pós PR.

Dentre os recursos fisioterapêuticos incluem-se o treino da Musculatura do Assoalho Pélvico, o uso do Biofeedback, a Eletroestimulação Funcional, ou uma combinação desses métodos, e a terapia comportamental.

 

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Matéria Por

ADRIANA FRANÇA

Fisioterapeuta

CREFITO 219623-F | João Pessoa

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